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Zema propõe alternativa à CLT e critica fim da escala 6×1

Zema defende regime de trabalho por hora como alternativa à CLT e critica a ideia de fim da escala 6×1, propondo decisões pelos trabalhadores

O pré-candidato a presidente pelo Novo, Romeu Zema, em evento da Confederação Nacional da Indústria
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  • Romeu Zema defende regime de trabalho alternativo à CLT e modelo por hora, dizendo que mudanças não devem vir de “canetada de Brasília.
  • Em evento da Confederação Nacional da Indústria, ele criticou o debate sobre o fim da escala 6×1, chamando a pauta de populista e inadequada para o período eleitoral.
  • O ex-governador afirmou que o brasileiro busca ter mais renda e que a jornada pode variar conforme a escolha do trabalhador, sem imposição central.
  • A proposta de fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara, ainda precisa passar pelo Senado; prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 42 horas, depois para 40 horas.
  • Zema pediu um “choque institucional” para enfrentar a gastança pública, defender reformas administrativas e previdenciárias e combater a criminalidade.

O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu nesta segunda-feira (22/6) a criação de um regime de trabalho alternativo à CLT e criticou o debate sobre o fim da escala 6×1. A manifestação ocorreu em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reunindo setor produtivo e outros candidatos.

Segundo Zema, o Brasil deverá adotar um modelo de trabalho por hora, semelhante ao que existe em países considerados desenvolvidos. Ele argumentou que mudanças nas regras trabalhistas não devem sair de uma decisão central, mas depender da opção dos trabalhadores.

O ex-governador de Minas Gerais apontou que a rigidez da legislação trabalhista pode elevar a informalidade no mercado de trabalho. Também avaliou que a discussão sobre a redução da jornada é inadequada para o período eleitoral e poderia ser considerada populista.

O tema da agenda trabalhista em debate envolve a proposta de encerrar a escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e que aguarda análise do Senado. O texto propõe reduzir a jornada semanal em etapas, sem redução salarial, chegando a 40 horas ao fim de um ano.

Propostas

A CNI apresentou um conjunto de medidas para os presidenciáveis, incluindo o fim do abono salarial, alterações na relação entre benefícios e salário mínimo e controles de gastos públicos. O objetivo é estimular um crescimento econômico sustentável.

O documento também sugere unificar os pisos de saúde e educação em um novo mecanismo, denominado “piso social”. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que as propostas visam criar condições para o crescimento econômico do Brasil.

Durante o evento, Zema reiterou que, se eleito, adotará um choque institucional para enfrentar questões éticas e reduzir gastos públicos. Além disso, mencionou a necessidade de reformas, como a administrativa e a previdenciária, para ajustar o equilíbrio de gastos com juros e benefícios.

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