- Bolsonaro será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, às 15h, no inquérito sobre a pistola registrada em seu nome apreendida durante uma blitz em Brasília.
- O depoimento ocorrerá na residência onde ele cumpre prisão domiciliar; o STF rejeitou videoconferência, e policiais irão até a casa do ex-presidente.
- A oitiva ocorre um dia antes do fim do prazo de noventa dias da prisão domiciliar humanitária, prazo que pode influenciar a decisão sobre a continuidade do benefício.
- Investigadores tentam esclarecer como a arma, registrada em Bolsonaro, chegou a terceiros e circulou fora da residência, incluindo origem da entrega, motivo do deslocamento e quem autorizou o transporte.
- A defesa pode acompanhar o procedimento integralmente, com reunião prévia autorizada, sem limitação de tempo para atuação dos advogados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira (23) sobre a apreensão de uma pistola registrada em seu nome durante uma blitz em Brasília. O depoimento está marcado para as 15h na casa onde ele cumpre prisão domiciliar.
A oitiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que rejeitou a possibilidade de realizar o depoimento por videoconferência. Policiais vão até a residência do ex-presidente para colher o depoimento presencialmente.
O caso ocorre um dia antes do vencimento do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida pelo STF, em razão de problemas de saúde de Bolsonaro. A investigação pode influir na decisão sobre a continuidade do benefício.
Os investigadores buscam esclarecer como a arma, registrada em nome de Bolsonaro, acabou na posse de outra pessoa e circulava fora da residência. Questões tratadas incluem a origem da entrega, o motivo do deslocamento e quem autorizou o transporte.
A defesa tem autorização para acompanhar o depoimento integralmente, sem limitação de tempo para atuação. O STF determinou que a reunião com Bolsonaro antes do início da oitiva pode ocorrer, e que o tempo dos advogados não deve ser restrito.
Entenda o Caso
A ação começou com abordagem policial na madrugada de 15 de junho, quando uma pistola foi encontrada em um veículo oficial conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que integra a segurança do ex-presidente. O militar afirmou que levaria o armamento para manutenção.
A conferência de registros mostrou que a pistola estava cadastrada em nome de Bolsonaro. A defesa informou que o ex-presidente reconheceu a propriedade e entregou o equipamento para avaliação técnica. Alega falha de funcionamento e que não houve irregularidade na posse.
Os advogados sustentam que, apesar de decisões judiciais envolvendo Bolsonaro, não houve determinação de entrega de armas ou cancelamento de seus registros. Depois dos esclarecimentos, a Polícia Civil comunicou ao STF a abertura do inquérito para apurar as circunstâncias. O depoimento de hoje é uma etapa inicial da investigação.
Entre na conversa da comunidade