- Planalto avalia a substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, caso haja saída do cargo.
- Camilo Santana, ex-ministro da Educação, é visto como o favorito entre interlocutores de Lula pela qualificação e pela confiança atribuída a ele.
- Wagner deixou a liderança por motivos médicos; Otto chegou a assumir o posto de forma interina.
- Wellington Dias foi cogitado, mas acordo entre o PT e a suplente Jussara Lima dificulta a possibilidade; decisão depende de conversa entre Lula e Wagner.
- A PF concluiu a nona fase da operação Compliance Zero envolvendo o senador e familiares; governo pretende definir a questão após reunião entre Lula e Wagner, prevista para até quarta-feira, 24.
O Palácio do Planalto acompanha a possibilidade de mudança na liderança do governo no Senado caso Jaques Wagner (PT-BA) saia do cargo. Camilo Santana (PT-CE) surge como o favorito entre interlocutores do presidente Lula, pela experiência e pela proximidade com o Planalto. A decisão depende de sinal verde de Lula.
Quando Wagner se ausentou por motivos médicos, Otto Alencar (PSD) ficou no cargo interinamente. A partir de então, o governo avaliou outras alternativas para manter a articulação com o Senado. Wellington Dias (PT-PI) ganhou espaço como hipótese, mas acordos com a suplente Jussara Lima dificultam essa possibilidade.
Cenário em avaliação
O nome de Camilo Santana é visto como o principal cotado para substituir Wagner, caso haja saída formal. A avaliação interna aponta bom trânsito e confiança do presidente, características consideradas determinantes para a função. A definição depende de uma conversa presencial entre Lula e Wagner.
A expectativa é de definição até esta quarta-feira, segundo a conjuntura de gente próxima ao governo. Governistas ressaltam que a substituição seria a saída política para o impasse, mas ainda não há confirmação oficial. O tema ganhou destaque após a 9ª fase da operação Compliance Zero da PF, que atingiu o senador e familiares na semana passada.
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