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Candidato de esquerda no Peru pede anulação de votos no exterior

Candidato de esquerda no Peru solicita anulação dos votos no exterior para atrasar a proclamação, diante da vantagem de Keiko Fujimori

A montagem mostra os candidatos à presidência do Peru, Roberto Sánchez (à esquerda), do partido Juntos por el Perú, e Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, em 12 de abril de 2026.
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  • O candidato de esquerda Roberto Sánchez pediu, na segunda-feira (22), a anulação dos votos emitidos por peruanos no exterior.
  • O recurso busca que o Júri Nacional de Eleições declare nulas as eleições organizadas pelos 119 consulados; Sánchez acusa alterações feitas pelo Ministério das Relações Exteriores no segundo turno.
  • Com mais de 99% dos votos apurados, a candidata de direita Keiko Fujimori soma 50,1% e Sánchez 49,89%, representando cerca de 40 mil votos de diferença em mais de 19 milhões de votos válidos; no exterior, seriam cerca de 300 mil votos.
  • Sánchez sustenta que, se os votos do exterior forem excluídos, ficaria aproximadamente 25 mil votos à frente de Fujimori, mas não apresentou provas.
  • O Fuerza Popular disse que aguardará a conclusão da apuração; a missão da União Europeia classificou a eleição como calma e organizada, com posse prevista para 28 de julho.

Eleições no Peru: candidato de esquerda solicita anular votos no exterior, alegando irregularidades. O recurso foi apresentado na segunda-feira (22), cerca de duas semanas após o segundo turno. Keiko Fujimori lidera entre peruanos no exterior com mais de 63% dos votos válidos.

Advogados especializados em direito eleitoral criticam o pedido, afirmando que não há base jurídica e que a manobra pode atrasar a proclamação dos resultados. Ao todo, mais de 99% das urnas já haviam sido apuradas.

Até o momento, Fujimori soma cerca de 50,1% dos votos, frente a 49,89% de Sánchez, segundo dados não definitivos da ONPE. A diferença fica em torno de 40 mil votos, em mais de 19 milhões de votos válidos.

Antes da proclamação, as autoridades precisam decidir sobre atas contestadas, que equivalem a aproximadamente 82 mil votos. As atas foram recebidas em Lima via malotes diplomáticos.

Roberto Sánchez divulgou pelo X um pedido de anulação para que o Júri Nacional de Eleições declare nulas as eleições organizadas pelos 119 consulados. Não apresentou provas para sustentar as ações.

Ele aponta supostas irregularidades administrativas e mudanças na gestão das cédulas promovidas pelo Ministério das Relações Exteriores, no segundo turno. Alega violação de normas eleitorais, sem confirmar evidências.

Segundo o candidato de esquerda, se os votos do exterior forem desconsiderados, a vantagem muda para cerca de 25 mil votos a favor dele. Alega impacto relevante na contagem final.

O Fuerza Popular afirma que aguardará a conclusão completa da apuração antes de declarar vitória. A posição oficial não está capturada por diretrizes de comunicação.

A missão de observação da União Europeia avaliou o segundo turno como calmo e organizado, apesar da polarização. Peru vive momento de instabilidade política, com posse prevista para 28 de julho.

O pleito ocorre em meio a debates acirrados sobre legitimidade e gestão eleitoral. O resultado final pode depender da revisão de atas e de eventuais contestações pendentes. AFP e Reuters contribuíram com informações para a cobertura.

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