- O primeiro dia do Tribunal do Júri em Guarulhos foi cancelado, após mais de dez horas de sessão, envolvendo policiais militares réus pela execução de Vinícius Gritzbach e do motorista Celso Novais.
- Advogados de defesa e promotoria trocaram farpas ao longo dos trabalhos; o depoimento de um perito gerou o início do atrito, que levou à suspensão do júri.
- Estão sob julgamento Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, apontados como autores dos disparos e motorista do veículo usado no crime. A família de Celso Novais acompanhou o julgamento.
- Depoimento de Danilo Silva, ex-motorista de Gritzbach, teve momentos de tensão entre testemunha e acusação, incluindo questionamentos sobre mudanças no depoimento.
- A sessão foi encerrada pela Justiça e o júri deve recomeçar em data ainda a ser marcada; os réus permanecem presos.
O primeiro dia do Tribunal do Júri, em Guarulhos, terminou com o julgamento cancelado. Acusados de executar Vinícius Gritzbach e o motorista Celso Novais enfrentavam a retratação de promotores e defensores, após mais de dez horas de sessão. No centro da controvérsia estavam as provas e a condução do processo.
Gritzbach era apontado como delator do PCC. Celso Novais, motorista de aplicativo, também vítima de atentado com tiros de fuzil na área externa do Portão 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. Familiares do motorista acompanharam a sessão desde Brasília até São Paulo.
A sessão contou com a segurança reforçada na maior cidade da região metropolitana para receber o júri. Os réus são policiais militares acusados de participação nos disparos que ceifaram a vida de Gritzbach. Fernando Genauro da Silva é apontado como motorista do veículo utilizado na execução, enquanto Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues teriam efetuado os disparos.
Chegada e marcas do julgamento
Ao chegarem ao Fórum de Guarulhos, advogados dos réus anunciaram contestar as provas apresentadas pelo Ministério Público. Alegaram que a geolocalização dos acusados não comprovaria a materialidade do crime, segundo as defesas.
O início da disputa ocorreu durante depoimento do perito, causando atrito entre defensores e promotores. Os advogados questionaram a forma de obtenção de conhecimento do documento pericial, levando a discussão a pressões dentro do plenário.
Depoimentos e confrontos
Foi ouvido Danilo Silva, ex-motorista de Vinícius Gritzbach, que relatou negociações entre vítimas e um dos policiais acusados. No decorrer do depoimento, promotor e testemunha travaram embates sobre mudanças no relato e investigações paralelas.
Entre as marcas do dia, houve troca de acusações durante o intervalo entre jurados, com defensores e promotores discutindo a condução do inquérito. A defesa pediu a desconsideração de depoimento, pedido que foi rejeitado pelo juiz.
Desfecho do dia e próximos passos
Ao retornar, dois capitães da PM, integrantes da corregedoria, prestaram depoimento. Questionamentos sobre uma investigação pessoal do promotor geraram nova escalada de tensão no plenário, levando à suspensão da sessão.
A promotoria e a defesa se confrontaram diante de acusações de interferência e de tentar empatar o debate com casos paralelos. O juiz encerrou a sessão e os advogados anunciaram a saída do plenário.
A confusão saiu do tribunal e ganhou as ruas, com posicionamentos distintos sobre o que ocorreu. Familiares de réus e de vítimas acompanharam as falas na justificativa de cada lado.
Situação atual
Denis Martins, Ruan Rodrigues e Fernando Genauro da Silva permanecem presos. O magistrado deverá marcar nova data para a retomada do júri, com a formação de um novo júri. O caso segue sob a Vara do Júri da Comarca de Guarulhos.
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