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Cassisp, principal associação investigada por fraude em contas no BRB

Cassisp, principal associação investigada na Parasita, tem descontos suspensos; MP aponta golpe a aposentados, com prejuízo inicial superior a R$ 5 milhões

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  • Cassisp é apontada como a principal associação envolvida no esquema investigado na Operação Parasita, criada em 2024 para fraudar aposentados e pensionistas do Governo do Distrito Federal.
  • Além dela, outras cinco entidades teriam sido criadas para o golpe: SBSP, Aspjub, Cassispub, Mão Amiga e Cobjud; em maio, a Justiça determinou a suspensão dos descontos vinculados à Cassisp.
  • O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apontou falhas do BRB na contratação do sistema de débitos automáticos e disse que o banco permitiu os descontos com base em listas de nomes, atingindo milhares de pessoas.
  • A Operação Parasita, deflagrada em 23 de junho pela Polícia Civil do Distrito Federal, cumpriu prisões temporárias e preventivas, além de buscas, e estima que mais de 3,5 mil contas foram afetadas, com prejuízo inicial acima de R$ 5 milhões.
  • O promotor Leonardo Jubé afirmou que o objetivo inicial era interromper os danos aos consumidores, ressaltando que o BRB também é vítima do esquema e que os fatos não envolvem a gestão atual do banco.

A Cassisp, Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos, figura como a principal associação envolvida na Operação Parasita, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação aponta criação em 2024 com o objetivo de aplicar fraudes contra aposentados e pensionistas do GDF. A informação foi confirmada pelo delegado Henry Galdino.

Além da Cassisp, outras cinco entidades aparecem no esquema: SBSP, Aspjub, Cassispub, Mão Amiga e Cobjud. Todas teriam sido criadas para facilitar golpes contra correntistas do BRB, segundo os investigadores.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios informou que as apurações começaram a partir de denúncias de aposentados e pensionistas com descontos não autorizados em suas contas. O Procon-DF encaminhou os casos ao MPDFT, que acionou a Polícia Civil.

Em janeiro, a Justiça determinou a suspensão imediata dos descontos vinculados à Cassisp e autorizou o bloqueio de valores da entidade. A decisão visou interromper prejuízos aos consumidores e apurar responsabilidades administrativas.

Operação Parasita

Na manhã de 23 de junho, a PCDF cumpriu quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão no DF e em Minas Gerais. A investigação foca contratos que autorizavam débitos automáticos sem o consentimento dos beneficiários.

Estimativas oficiais indicam que mais de 3,5 mil contas foram atingidas, com prejuízo inicial superior a 5 milhões de reais. A polícia aponta que quase todos os presos tinham histórico em crimes similares, com alguns já ligados a casos federais anteriores.

O BRB informou ter encaminhado notícia-crime às autoridades após identificar irregularidades em movimentações financeiras. Como medida administrativa, três empregados foram afastados até o fim das investigações.

O banco ressaltou que os fatos não dizem respeito à gestão atual e que violações serão punidas conforme os procedimentos legais. Em nota, o BRB enfatizou compromisso com integridade, conformidade e transparência, e cooperação com as autoridades.

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