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Como De la Espriella tornou fortuna e negócios ligados ao vencedor colombiano

Fortuna de De la Espriella está sob escrutínio, com questionamentos sobre vínculos empresariais, clientes controversos e transparência de recursos de campanha

Carlos Castaño, antigo líder das AUC, assassinado em 2004 - (crédito: Getty Images)
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  • Abelardo de la Espriella venceu a eleição na Colômbia em apuração preliminar e afirma ter financiado sua campanha com lucros e empréstimos, apresentando-se como outsider.
  • A fortuna do candidato envolve dezenas de empresas, destacando-se o escritório De la Espriella Lawyers; a estimativa de patrimônio na Colômbia fica em cerca de 19 bilhões de pesos.
  • Críticos questionam a origem dos recursos e as ligações de De la Espriella com clientes associados a paramilitarismo e a casos de corrupção.
  • A La Silla Vacía mapeou cerca de trinta e cinco empresas com relação contínua ou recente ao advogado, com atuação em Colômbia, Panamá e Estados Unidos; há ativos e dívidas entre as empresas.
  • Em 17 de junho, doze congressistas democratas dos Estados Unidos pediram investigações sobre a origem dos fundos de De la Espriella e o apoio de figuras associadas ao governo norte-americano; o advogado afirma que não parou de produzir e que o dinheiro veio do trabalho.

Abelardo de la Espriella, advogado e empresário colombiano, venceu a eleição na Colômbia em apuração preliminar realizada no fim de semana de 21 de junho. A campanha o apresentou como outsider, financiado por seus próprios ganhos e empréstimos. O foco da cobertura é entender a origem de sua riqueza.

A fortuna de De la Espriella é alvo de questionamentos entre críticos e adversários. Análises apontam possíveis ligações com clientes associados ao paramilitarismo e a casos de corrupção. Investigadores destacam a presença de seus nomes em veículos de imprensa colombianos como parte de uma verificação de transparência.

O cenário financeiro do empresário envolve uma rede de empresas, escritórios de advocacia e interesses em setores como alimentos, bebidas e vestuário. A BBC e a La Silla Vacía destacam que, até o fim de 2025, haveria dezenas de entidades sob gestão ou influência dele em Colômbia, Panamá e Estados Unidos.

Origem e trajetória

De la Espriella possui três nacionalidades: colombiana, americana e italiana. Nascido em Bogotá e criado em Montería, ele iniciou vendendo itens no bairro e expandiu para o comércio durante os estudos de direito.

Segundo relatos de imprensa, seu caminho incluiu negócios nos Estados Unidos ligados a roupas, uísque e esmeraldas, antes de consolidar um escritório de advocacia de grande visibilidade. A trajetória é apresentada como ponto central de sua comunicação pública.

Ecos legais e controvérsias

A atuação do escritório de advocacia gerou controvérsias por atender clientes vinculados a casos de alto risco e relevância mediática. Em algum momento, De la Espriella ingressou em litígios de alta reputação, cobrando honorários elevados, segundo entrevistas e investigações.

Relatos de imprensa mencionam que o advogado teria atuado na defesa de empresários e políticos de expressão, além de figuras associadas a situações de corrupção. A defesa administrativa e jurídica de clientes desse perfil atrai críticas sobre a procedência de sua clientela.

Transparência e investigações internacionais

Investigadores analisaram a relação entre patrimônio, atividades empresariais e transparência. Em 2025, o veículo La Silla Vacía listou 35 empresas com vínculos recentes ou vigentes com De la Espriella, em vários países. O montante estimado de riqueza no país fica perto de bilhões de pesos.

Em resposta, a equipe de De la Espriella afirma que a maioria de seus negócios é legal e que a fortuna resulta de atividades profissionais. A campanha não forneceu respostas formais a todas as perguntas levantadas pela imprensa. Um grupo de congressistas norte-americanos solicitou, em carta, apuração sobre a origem de fundos usados na campanha, citando preocupações com influências estrangeiras.

Este panorama mostra o choque entre a narrativa de independência do novo presidente e a complexidade de seu histórico financeiro. A Colômbia aguarda desfechos oficiais sobre as investigações em andamento e sobre a prestação de contas do patrimônio do vencedor.

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