- A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) criticou a divisão do fundo eleitoral do partido, dizendo estar chocada e decepcionada com decisões da presidência, liderada por Paula Coradi.
- Hilton afirma que o PSOL vem desmontando políticas de inclusão (gênero, raça e pessoas com deficiência) para favorecer repasses aos candidatos.
- Ela sustenta que a prática pode inviabilizar a própria reeleição e colocar em risco a integridade física de candidatas e candidatos em 2026.
- O PSOL, em nota à Revista Fórum, afirma que a distribuição de recursos busca ampliar a bancada e eleger Lula, destacando que incentivos a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs são uma política consolidada.
- A proposta de repasses será votada internamente pelo partido; o PSOL afirma que a candidatura de Erika Hilton é o maior investimento entre as candidaturas proporcionais, conforme o financiamento disponível.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) criticou, nesta terça-feira 23/6, a forma de repasse do fundo eleitoral do PSOL. Ela afirmou, nas redes, estar chocada com medidas da presidência da legenda, liderada por Paula Coradi.
Hilton diz que o partido está desmonetizando políticas de inclusão ao priorizar ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência nos recursos destinados às candidaturas. A parlamentar sustenta que isso pode comprometer a candidatura de reeleição.
Ela também aponta que a distribuição favorece novos nomes em detrimento de candidaturas já consolidadas no mandato. Em sua visão, a linha de prioridade atual seria um privilégio ligado a determinados grupos, o que, segundo ela, afeta a competitividade eleitoral.
A deputada afirma ainda que outros filiados teriam as candidaturas prejudicadas pela forma como o dinheiro é distribuído. Hilton ressaltou que a transparência é essencial e que a ausência de clareza representa um risco político para o partido.
Na mesma linha, Hilton citou que Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, teria prioridade semelhante na primeira candidatura, enquanto Manuela d’Ávila estaria prevista para receber recursos maiores, segundo suas alegações.
A dirigente socialista afirma que a prática, além de desigual, pode inviabilizar a atuação da legenda na disputa de 2026 e colocar em risco a integridade física de candidatas e candidatos exponenciais.
Resposta do PSOL
Em nota publicada na Revista Fórum, o PSOL rebateu as críticas, defendendo que a distribuição busca ampliar a bancada federal e estadual, assim como conquistar vagas no Senado e apoiar a reeleição do presidente Lula.
O partido afirma que o repasse favorece candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, configurando uma política consolidada. Segundo o PSOL, não há conflito entre esse desenho e as metas eleitorais.
A direção nacional informou que a proposta de repasses será votada internamente e poderá estabelecer um teto para candidatos à reeleição. Também destacou que a campanha de Erika Hilton figura entre as de maior investimento proporcional no partido, dentro dos recursos disponíveis.
O Correio tentou contato com o PSOL, mas a reportagem não obteve resposta até o fechamento desta edição.
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