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Ex-tucano em Minas, opção do PT, apoiou Aécio e pediu queda de Dilma

Gabriel Azevedo, ex-tucano hoje no MDB, já assinou impeachment de Dilma; PT negocia apoio em Minas para o palanque de Lula

Gabriel Azevedo e Aécio Neves. Foto: reprodução
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  • Gabriel Azevedo, ex-vereador de Belo Horizonte pelo MDB, é cotado pelo PT para representar Lula em Minas e tem histórico de oposição ao partido.
  • Em 2016, assinou pedido de impeachment de Dilma Rousseff e afirma ter também avaliado impeachment de Jair Bolsonaro.
  • Foi presidente da Câmara de BH entre 2023 e 2024 e criou a “Turma do Chapéu”; usa Geraldo Alckmin como exemplo de foco no futuro.
  • PT mantém conversas com Azevedo, segundo Edinho Silva; Marília Campos é entusiasmada com a aliança, mas há resistência interna entre outros quadros.
  • Além dele, o PT mineiro avalia opções como apoiar alguém do PSB (Josué Gomes, Jarbas Soares Jr.) ou lançar nome próprio; Kalil já foi sondado, mas houve desfechos no passado.

Um ex-tucano em Minas Gerais pode representar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Gabriel Azevedo, MDB, foi indicado pelo PT como possível nome para compor a chapa no estado, apesar de seu passado de oposição ao partido.

Azevedo integrou a gestão da Câmara Municipal de Belo Horizonte (2023-2024) e liderou a chamada Turma do Chapéu, grupo da juventude do PSDB. Em 2016, assinou pedido de impeachment de Dilma Rousseff, episódio que persiste no seu histórico político. Hoje, defende que o passado não seja obstáculo para a aliança.

Também afirma que fez impeachment de Jair Bolsonaro, reforçando a leitura de que não faz política pelo retrovisor. Azevedo ressalta que a experiência de gestão pública pode favorecer uma unidade com o PT em Minas, citando exemplos de alianças nacionais.

Aliados e resistência

Conversas recentes com dirigentes petistas, incluindo o presidente nacional Edinho Silva, buscaram costurar o apoio de Azevedo. O PT mineiro enfrenta resistência interna, com quadros que enfatizam cautela diante de rupturas históricas com o MDB.

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é defensora da aliança, temendo ficar fora do governo caso o PT escolha candidatura própria. Internamente, há quem privilegie outras opções, entre elas nomes do PSB ou um candidato próprio do PT.

Entre os nomes avaliados, também aparecem Josué Gomes, do PSB, e Jarbas Soares Jr., ex-procurador-geral, como possibilidades. O PT chegou a sondar Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, mas as rusgas com o PDT dificultaram a parceria.

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