- Flávio Bolsonaro inscreveu-se para participar da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a tarifa de 25% a produtos brasileiros, marcada para 6 de julho em Washington, DC.
- Ele participará presencialmente e fará uma exposição em inglês, com cinco minutos de fala, defendendo a suspensão da tarifa e a abertura de negociação bilateral entre Brasil e Estados Unidos.
- A proposta de novo tarifaço foi anunciada no início do mês, após Flávio ter visitado o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca; aliados atribuem a atuação dele à medida.
- O Ministério das Relações Exteriores não enviará representantes à audiência, entendendo que é evento de entidades privadas; o Itamaraty continuará atuando por meio de documentos e reuniões com autoridades americanas.
- A definição sobre a tarifa deverá ocorrer em 15 de julho, após negociações entre os dois países; há expectativa de que a sobretaxa seja implementada pelo governo americano, mas sem obrigatoriedade de adoção imediata.
Flávio Bolsonaro, senador pelo RJ e pré-candidato do PL à Presidência, inscreveu-se para a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre a tarifa de 25% contra produtos brasileiros. O evento ocorre em Washington no dia 6 de julho, e ele participará presencialmente, falando em inglês por cinco minutos.
Na linha de defesa, o parlamentar afirma que defenderá a suspensão da tarifa e a abertura de um mecanismo bilateral de negociação entre Brasil e Estados Unidos. O pedido enviado ao USTR detalha que pretende abordar seis temas da pauta do órgão, incluindo comércio digital, tarifas consideradas injustas e acesso ao mercado de etanol.
A proposta de tarifa foi anunciada no início do mês, pouco depois de Flávio ter visitado o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca. Aliados do governo Lula apontam que a iniciativa teria identificação com a atuação do senador e de Eduardo Bolsonaro junto aos EUA. Flávio, porém, negou envolvimento direto na medida.
Contexto
O resumo do depoimento ao USTR sustenta que a sobretaxa poderia não alcançar os objetivos e ainda prejudicar exportadores, importadores e consumidores brasileiros, além de impactar a oposição no Brasil. O senador afirma que pretende expor pontos de concordância e discordância com propostas de solução.
Ele destacou que a proposta pode favorecer o governo de hoje no Brasil, o que geraria impactos aos setores privados. A fala foi compartilhada em redes sociais, com o parlamentar defendendo os interesses do povo brasileiro e criticando o governo atual.
O USTR havia informado que o prazo de inscrição encerrava na segunda-feira (22). A data de decisão sobre a tarifa está prevista para 15 de julho, após novas negociações entre Washington e Brasília, com possibilidade de implementação pela administração norte-americana.
Reação do governo e desdobramentos
Segundo o Valor, o Ministério das Relações Exteriores não enviará representantes à audiência, entendendo tratar-se de evento de privados. O Itamaraty prefere atuar por meio de documentos escritos e reuniões com autoridades americanas.
Especialistas acreditam que a proximidade entre a família Bolsonaro e a pauta pode manter o tema em debate, mesmo com a reunião prevista de novas rodadas de negociação nos próximos dias. A oposição aproveita para reforçar críticas ao papel de Flávio e Eduardo no tema.
Pesquisas divulgadas após o anúncio mostraram divergir: levantamento aponta reação majoritária negativa a Flávio, enquanto outra pesquisa indica parcela de apoio à versão do senador. A avaliação do governo Lula sobre caminhos para o acordo segue sob cautela, com otimismo moderado.
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