- O governo confirmou o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, a ser realizado pelo IBGE.
- A etapa inicial será em cinco capitais, cobrindo um município por região: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador.
- O censo, previsto para ocorrer de 3 a 7 de julho de 2028, terá os primeiros resultados divulgados em dezembro de 2028.
- A iniciativa altera a metodologia da contagem, que até hoje se baseava em domicílios fixos, para incluir quem não tem moradia fixa.
- Autoridades destacam que os dados oficiais deverão orientar políticas públicas mais precisas para a população em situação de rua.
O governo federal confirmou o lançamento do primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, com parceria do IBGE. O evento ocorreu nesta terça (23), em Brasília, no Palácio da Justiça, para apresentar ações de direitos e proteção social.
O censo, ainda inédito, mapeará de forma padronizada o perfil demográfico e socioeconômico dessa parcela da população. O objetivo é fornecer dados oficiais para subsidiar políticas públicas mais eficazes em todo o país.
A etapa inicial será realizada em cinco capitais, cobrindo um município por região: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador. A metodologia muda a forma tradicional de contagem, que considerava apenas domicílios fixos.
Capitais envolvidas
O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, destacou que a iniciativa altera a metodologia centenária que prioriza residências estáveis. Ele afirma que haverá inclusão de pessoas sem domicílio fixo, o que beforeiramente não era contado.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, disse que o censo permitirá políticas públicas mais eficientes, com recorte por gênero, raça e idade, ampliando a precisão dos dados oficiais.
A ministra Janine Mello, do MDHC, afirmou que o estudo servirá como referência internacional, destacando a necessidade de aprimorar metodologias para contar a população em situação de rua em outros países.
Perspectivas e desdobramentos
O censo está previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, com os primeiros resultados divulgados em dezembro do mesmo ano. O anúncio também ressaltou a importância de dados confiáveis para reduzir a invisibilidade estatística.
Representantes da sociedade civil ressaltaram a importância do IBGE assumir a contagem formal, afirmando que levantamentos locais costumavam subestimar famílias e pessoas sem teto.
Anderson Miranda, do CIAMP-Rua, afirmou que a contagem oficial ajuda a incluir a população de rua em orçamento e políticas públicas, encerrando distorções de levantamentos municipais.
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