- O governo discute quem substituirá Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, em meio à crise que envolve o PT e a Operação Compliance Zero.
- Dois nomes aparecem, being Teresa Leitão, senadora de Pernambuco, e Camilo Santana, que deixou o Ministério da Educação e foca as eleições no Nordeste.
- A chance de Camilo Santana assumir é vista como baixa pela prioridade de uma vitória regional no Ceará e no Nordeste.
- Wagner deve se reunir com o presidente Lula e, antes disso, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para definir seu futuro.
- A percepção interna é de que a saída de Wagner expõe Lula e fortalece adversários, como Flávio Bolsonaro, na corrida à reeleição.
O governo Lula avalia a substituição de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. A discussão ganha contornos após a divulgação de que Wagner pode abrir mão do cargo, em meio a investigações da PF que o atingem na Operação Compliance Zero. A análise interna aponta a necessidade de definir rapidamente um novo formato de atuação junto à base aliada.
Segundo apuração, a expectativa é de que Wagner tenha uma reunião com o presidente Lula nos próximos dias para tratar do assunto. Antes disso, ele deve passar por uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para alinharem o caminho a seguir. A decisão final deve chegar com a confirmação de uma substituição formal.
Nomes cogitados para a liderança
Um dos nomes em foco é a senadora Teresa Leitão, de Pernambuco. A avaliação é de que Leitão tem conseguido boa articulação com o presidente do Senado, o que é visto como relevante para a condução do governo neste momento. Leitão é senadora de primeiro mandato, mas tem se destacado pela habilidade de costura política.
Outro nome discutido é o do senador Camilo Santana, que deixou o Ministério da Educação e concentra esforços nas eleições no Nordeste, especialmente no Ceará. A região recebe atenção do PT diante de disputas eleitorais com o ex-ministro Ciro Gomes, o que reduz as chances de Santana assumir a liderança no Senado no curto prazo.
Contexto e perspectiva
Internamente, a atual situação de Wagner, alvo da operação da PF, é encarada como perspectiva que favorece críticas à gestão de Lula em ano de reeleição. A depender do desfecho, a crise pode trazer desdobramentos políticos para o governo e a bancada, com impactos na estratégia de alianças e na tramitação de pautas.
Antes de retornar a Brasília, Wagner tem buscado apoio entre aliados para conter danos à imagem. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e Rui Costa defenderam publicamente o senador, assim como senadores que passaram a atuar em sua defesa de maneira pública.
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