- O senador Jaques Wagner (PT-BA) busca conter danos após operação da Polícia Federal e pediu ao Supremo Tribunal Federal a nulidade da ação.
- Wagner está na Bahia desde 18 de junho, reuniu-se com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa e pretende aparecer no palanque de sua reeleição em outubro.
- Aliados próximos, como Otto Alencar e Plínio Valério, defenderam publicamente que Wagner não atuou em benefício da Emenda Master.
- Na próxima Brasília, ele deve retornar na quarta-feira para encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para agradecer apoio; Alcolumbre criticou julgamentos antecipados.
- A defesa sustenta que houve erros graves na operação, alegando que Wagner não favoreceu a Emenda Master nem a proposta de autonomia financeira do Banco Central; o Planalto avalia substituição, mas a decisão depende de reunião com Lula ainda nesta semana.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) vem buscando conter danos à sua imagem após a operação da Polícia Federal na semana passada. Ele recorreu ao STF para pedir a nulidade da ação policial contra ele.
Wagner está na Bahia desde 18 de junho, data da operação. Lá, tratou do assunto com o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-ministro Rui Costa. Aliados próximos devem apoiá-lo na campanha de reeleição.
Nos últimos dias, o senador telefonou a colegas de Senado para reforçar a defesa. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), e o relator da emenda da autonomia do BC, Plínio Valério (PSDB-AM), negaram que Wagner tenha atuado em favor da chamada Emenda Master.
Apoio político e peças do tabuleiro
Wagner planeja retornar a Brasília na quarta-feira e deve encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O encontro serviria para agradecer o apoio público recebido e reforçar a defesa jurídica.
O STF já recebeu a solicitação de nulidade da operação. A defesa sustenta que o senador não atuou para favorecer a Emenda Master nem a autonomia financeira do BC, enfatizando trechos de posicionamentos públicos já conhecidos.
A defesa aponta dois momentos alegados de suposto favorecimento: tramitação de MP sobre crédito consignado e a PEC da autonomia do BC. Nesses casos, os advogados dizem que Wagner estaria buscando proteger consumidores e limitar juros.
Política, Planalto e desdobramentos
Uma ala do Planalto avalia que a operação pode prejudicar a imagem do governo e a articulação política. Contudo, a posição mais comum é aguardar um encontro entre Lula e Wagner para decidir sobre a liderança do governo no Senado.
Lula teve contato inicial por telefone com Wagner na quinta-feira, mas ainda aguarda uma reunião presencial em Brasília para decisões definitivas. A expectativa é de que o encontro ocorra ainda nesta semana.
Interlocutores do Planalto disseram que havia preparo para rebater ligações entre o PT baiano e o caso do Banco Master, mas a operação surpreendeu o governo com o impacto imediato sobre Wagner.
Entre na conversa da comunidade