- Jaques Wagner pode deixar a liderança do governo no Senado, em meio à crise da Operação Compliance Zero.
- A decisão sobre a licença depende de uma conversa entre o senador e o presidente Lula, que prefere que Wagner se afaste.
- Entre os nomes jovens ventilados para substituir estão a senadora Tereza Leitão e o ex-ministro Camilo Santana; há discordância sobre o perfil ideal.
- A defesa de Wagner protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal para tentar anular busca e apreensão relacionadas ao caso.
- A investigação envolve supostos favorecimentos ao Master e atuação do senador em temas ligados ao banco, com repercussão negativa para o governo.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, pode se licenciar para não colocar em risco a reeleição de Lula. A crise envolve a Operação Compliance Zero da PF, que aguarda definição nas próximas horas. Wagner tem reunião prevista com o presidente para confirmar a decisão.
A mudança de posição ocorreu no final de semana, após conversas com aliados. O objetivo é evitar que a permanência na liderança prejudique a campanha de Lula na Bahia e evitar novas investidas contra o senador.
Lula não quer impor a decisão, deixando para Wagner escolher se se afasta do posto. O Palácio planeja manter a linha de que não há prejulgamento, que há investigação independente e que Wagner poderia reassumir a liderança caso nada seja comprovado.
Substituição em pauta
O nome mais cotado para substituí-lo é a senadora Tereza Leitão (PT-PE), que atua bem entre as alas do Senado. Outra opção discutida é o ex-ministro Camilo Santana (CE), porém ele já sinalizou foco na reeleição de Elmano de Freitas no Ceará.
Governistas divergem sobre o perfil ideal do novo articulador. Um grupo defende um nome técnico e conciliador; outro insiste em manter um aliado próximo do presidente na função. A decisão depende de conversa entre Wagner e Lula.
Aspectos da investigação
Enquanto a definição não ocorre, a defesa de Wagner recorreu ao STF para anular buscas autorizadas na operação. A denúncia aponta supostos favorecimentos ao Master e relação com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
A PF apreendeu US$ 49 mil e cerca de R$ 253 mil em um quarto do Hotel Brasília Palace; também foram apreendidos euros e dólares em imóvel de Wagner em Salvador. Os advogados afirmam que as fontes são lícitas e comprovadas.
Wagner é investigado por supostas vantagens a pessoas ligadas ao Master e por atuação em temas de interesse à instituição financeira. A repercussão envolve imagens da PF, aquisição de apartamento em Salvador e a entrevista à Band News.
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