- Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo, viaja para Brasília nesta quarta-feira, 24, para reunião com o presidente Lula e o ex-ministro Fernando Haddad sobre a eleição para o governo de São Paulo.
- França sinalizou que pode conciliar uma candidatura própria ao governo de São Paulo com a possibilidade de integrar a chapa de Haddad, para tentar impedir um segundo turno entre Haddad e o atual governador, Tarcísio de Freitas.
- A ideia, defendida por França desde o ano passado, busca atrair votos do interior e evitar que a eleição tenha apenas dois candidatos no primeiro turno.
- O PT de São Paulo não concorda totalmente com a candidatura própria de França, pois teme dividir votos e atrapalhar o cenário do Senado, com nomes como Simone Tebet e Marina Silva cotados para compor a chapa com Haddad.
- A reportagem da VEJA tentou ouvir França, que não quis comentar antes da definição com Lula.
Márcio França, ex-ministro do Empreendedorismo pelo PSB, viaja nesta quarta-feira, 24, para Brasília com a finalidade de se reunir com o presidente Lula e o ex-ministro Fernando Haddad. O objetivo é alinhar os rumos da eleição ao governo de São Paulo.
A reunião ocorre após França sinalizar, no fim de semana anterior, a possibilidade de integrar a chapa de Haddad e apresentar sua própria candidatura ao governo paulista. A ideia é evitar um cenário de disputa previsível entre poucos candidatos.
Segundo a análise de França, a sua candidatura poderia captar votos no interior, pressionando o teto de 50% de Haddad e de possíveis rivais como Kataguiri e Tarcísio, evitando, assim, um primeiro turno seco.
Contexto eleitoral
Para o PT, manter a perspectiva de segundo turno em São Paulo é estratégico para a reeleição de Lula, dado que o estado é o maior colégio eleitoral do país. A candidatura de França, no entanto, divide a leitura sobre o desenho da chapa majoritária.
O PT de São Paulo ainda vê riscos de desorganizar a disputa pelo Senado, caso a ex-ministra Simone Tebet ou Marina Silva integrem a chapa com Haddad. O tema é discutido entre as lideranças locais e nacionais.
VEJA procurou França, mas ele informou que não falará antes de uma definição com Lula. A divulgação de planos oficiais depende do andamento das conversas na capital federal.
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