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Mendonça cobra explicação de Papuda sobre pressão na delação do Careca do INSS

Mendonça exige que Seape explique, em quarenta e oito horas, pressão para delação premiada contra o Careca do INSS no Complexo da Papuda

Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, é ouvido na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do INSS Metropoles 10
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  • O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal preste esclarecimentos em até quarenta e oito horas sobre a suposta pressão para delação do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
  • A defesa de Antunes afirma que ele foi retirado da cela na Papuda para tratar de uma infração disciplinar, em uma conversa de cerca de uma hora com dois agentes penitenciários, durante a qual teriam insistido na delação premiada.
  • Antunes está preso desde setembro do ano passado e é apontado pela Polícia Federal como figura de destaque em um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o INSS.
  • A denúncia foi apresentada ao STF pela defesa de Antunes, relatando a suposta pressão durante a abordagem na penitenciária.
  • A Seape, responsável pelo complexo, foi acionada para esclarecer os fatos e prestar dados necessários.

O ministro André Mendonça, do STF, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) preste esclarecimentos em até 48 horas sobre a denúncia de que Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teria sido pressionado a fechar uma delação premiada durante abordagem na Papuda.

A defesa de Antunes afirma que o empresário foi retirado da cela na última quarta-feira (17/6) para tratar de uma suposta infração disciplinar. Segundo o relato, a conversa com dois policiais penais durou cerca de uma hora.

Ainda conforme a defesa, os agentes teriam insistido diversas vezes para que Antunes colaborasse com as investigações por meio de delação premiada. A reclamação foi apresentada ao STF pela defesa do empresário.

Antônio Carlos Camilo Antunes permanece preso desde setembro do ano passado. A Polícia Federal o aponta como uma das principais figuras de um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o INSS.

O caso ocorreu no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A solicitação de esclarecimentos tem o objetivo de confirmar ou refutar as alegações de pressão para delação no contexto de investigações em curso.

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