- Michelle Bolsonaro permanece distante da articulação do PL e não busca nova reunião com Moraes até o momento.
- O prazo de noventa dias da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro termina nesta quinta, e a decisão depende de nova avaliação do ministro Alexandre de Moraes.
- Diferente de outras ocasiões, o PL não acionou aliados para viabilizar encontro entre Michelle e Moraes.
- Dentro do PL, a aposta é em advogados para tentar ampliar o benefício, com pouco envolvimento de bolsonaristas na interlocução.
- Caciques do partido veem cenário favorável a Bolsonaro permanecer em prisão domiciliar, mesmo após o episódio envolvendo armamento em blitz em Brasília.
Michelle Bolsonaro está distante da articulação do PL Mulher e da campanha de Flávio Bolsonaro, mantendo atuação mais independente para impedir a volta de Jair Bolsonaro à prisão. O foco é manter a prisão domiciliar.
O prazo de 90 dias para a detenção domiciliar de Jair Bolsonaro termina nesta quinta-feira. A decisão sobre a continuidade ou mudança depende de nova avaliação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Diferente de outras ocasiões, o PL não planeja reunião de Michelle com Moraes nesta etapa. Em anos anteriores, a intermediação do deputado Altineu Cortes facilitou encontro com o ministro, o que abriu caminho para a prorrogação da medida.
Articulação interna no PL
Dentro do PL, a estratégia é buscar advogados que atuem para ampliar ou manter o benefício da prisão domiciliar. O envolvimento de bolsonaristas na interlocução tem sido menor, refletindo o distanciamento entre Michelle e a ala política do partido desde a candidatura de Flávio ao Planalto.
Analistas avaliam que Bolsonaro tem cenário favorável para permanecer com a prisão domiciliar. O episódio envolvendo armamento encontrado em Brasília não é visto, no momento, como fator determinante para retorno imediato à Papuda, diferente do episódio anterior relacionado à tornozeleira.
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