- O Ministério Público Eleitoral enviou ao Tribunal Superior Eleitoral parecer contrário à decisão de Kassio Nunes Marques que suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel.
- O parecer sustenta que não houve irregularidades nas perguntas feitas aos entrevistados.
- A pesquisa, divulgada em dezenove de maio, apontou queda de cinco pontos na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação da conversa com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Nunes Marques suspendeu a divulgação da pesquisa no dia oito de junho, atendendo a pedido do Partido Liberal (PL).
- O julgamento no plenário do TSE começou no dia nove de junho, porém foi interrompido por pedido de vista da ministra Estela Aranha, sem definição de data para retorno.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um parecer contrário à decisão individual do ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto para presidente. A ação envolve a AtlasIntel e levantamento lançado após conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Segundo o MPE, não houve irregularidades nas perguntas aplicadas aos entrevistados. O parecer foi apresentado como resposta a recurso do Partido Liberal (PL), que contestou a suspensão determinada pelo ministro presidente do TSE.
O vice-procurador Alexandre Espinosa afirma que a intervenção da Justiça Eleitoral em pesquisas deve ocorrer apenas em situações excepcionais, com demonstração objetiva de violação à equidistância. Não houve indícios de indução indevida nas respostas.
A divulgação da pesquisa ocorreu em 19 de maio e indicou queda de cinco pontos na intenção de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação de trechos da conversa com Vorcaro. O PL pediu a suspensão, alegando questionamentos nas perguntas.
Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido do PL e, em 8 de junho, suspendeu a publicação. A decisão impede a veiculação, republicação ou impulsionamento da pesquisa nas plataformas oficiais e redes sociais.
No dia 9 de junho, o plenário do TSE iniciou a apreciação do caso, mas a sessão foi interrompida por pedido de vista da ministra Estela Aranha. A data de retorno do julgamento ainda não foi definida.
Entre na conversa da comunidade