- Vários funcionários teriam sido demitidos do escritório do diretor de inteligência nacional (ODNI) após a nomeação de Bill Pulte como diretor interino.
- A medida ocorre menos de uma semana depois de Pulte assumir o cargo, após a saída de Tulsi Gabbard no fim de maio.
- A CBS afirmou que as demissões atingiram mais de cinquenta pessoas, com seis demitidas e 45 enviadas de volta às respectivas agências de origem.
- Cunho político ligado à ex-diretora Gabbard teria contribuído para as demissões, segundo a CNN e a ABC News.
- Os representantes democratas James Himes e Mark Warner enviaram carta a Pulte expressando preocupação com cortes substanciais sem consulta ao Congresso; o DNI não comentou.
O uso de mudanças no Escritório do Diretor Nacional de Inteligência (DNI) ganhou destaque após a nomeação de Bill Pulte como diretor interino, depois da saída de Tulsi Gabbard no fim de maio. Relatórios indicam que várias equipes foram dispensadas, com impactos em cargos de carreira e de indicação política. Os cortes ocorrem menos de uma semana após a nomeação de Pulte.
Segundo as primeiras informações veiculadas, membros da equipe com vínculos com Gabbard foram alvo das demissões. Também houve expectativa de reduções no Centro Nacional de Terrorismo. A apuração cita que mais de 50 funcionários foram dispensados, com seis demitidos e 45 enviados de volta às agências de origem.
O DNI ainda não se posicionou publicamente sobre as demissões, conforme nota solicitada pela imprensa. A liderança de Pulte, que também comanda a Agência Federal de Financiamento da Habitação, tinha considerado, inicialmente, a possibilidade de cortes de centenas de pessoas. O objetivo formal não foi divulgado.
Paralelamente, representantes do Congresso manifestaram preocupação com mudanças substanciais sem consulta prévia. Um grupo de parlamentares, incluindo o democrata James Himes e o senador Mark Warner, enviou uma carta a Pulte destacando riscos para a missão da agência.
Na carta, os signatários cobram clareza sobre o que motivou os cortes e pedem avaliação cuidadosa de impactos na capacidade de funcionamento. O texto também enfatiza que reduções amplas podem comprometer operações após alterações ocorridas em 2025.
A oposição republicana também reagiu de forma crítica. O senador Thom Tillis afirmou que Pulte deve conduzir uma análise criteriosa e eliminar apenas cargos passíveis de automação ou insustentáveis. Ele reforçou a necessidade de atuação alinhada à função do DNI.
Contexto anterior aponta que Tulsi Gabbard havia anunciado, no ano passado, uma redução de cerca de 40% na força de trabalho do DNI, citando excesso de efetivo e alegações de má gestão. Segundo ela, a estrutura estava inflada e havia uso inadequado de informações classificadas.
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