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Operação investiga vazamento de dados sigilosos para o PCC em SP

Gaeco deflagra operação Backdoor para investigar advogados suspeitos de acessar sistemas do judiciário e repassar dados sigilosos ao PCC, facilitando fugas

Dinheiro foi apreendido durante operação
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  • A operação Backdoor, deflagrada pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo, investiga invasão de sistemas, acesso indevido a informações sigilosas e obstrução de investigações ligadas ao crime organizado.
  • Ação ocorreu na manhã desta terça-feira no interior de São Paulo, com o apoio da Polícia Militar, através do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia.
  • Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária nas cidades de Taquaritinga e Jaboticabal, com foco em advogados suspeitos de participação no esquema.
  • Investigação aponta que os suspeitos teriam acessado sistemas do Poder Judiciário por credenciais vinculadas a um agente público, consultando processos sob sigilo e obtendo informações sobre medidas cautelares.
  • Dados sigilosos teriam sido repassados a integrantes do Primeiro Comando da Capital, ajudando criminosos a escapar de medidas judiciais; parte dos investigados continua foragida e as diligências seguem nos próximos dias.

A operação, batizada de Backdoor, investiga infrações ligadas a invasão de sistemas, acesso indevido a informações sigilosas e obstrução de investigações associadas ao crime organizado. A ação foi deflagrada pela GAeCo do Ministério Público de São Paulo na manhã desta terça-feira (23), no interior do estado.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária nas cidades de Taquaritinga e Jaboticabal. Os alvos são advogados suspeitos de integrarem o esquema investigado, segundo o MP.

As investigações apontam que os suspeitos teriam acessado sistemas usados pelo Poder Judiciário por meio de credenciais vinculadas a um agente público. Com isso, foram consultados processos sob sigilo e obtidas informações sobre medidas cautelares em andamento.

Dados sigilosos teriam sido repassados a integrantes da facção PCC, incluindo investigados por homicídios e outros crimes graves. Esses repasses teriam facilitado a atuação de alguns alvos antes da prática de medidas judiciais.

O vazamento teria permitido a fuga de alguns investigados, comprometendo ações da força-tarefa. Parte dos investigados permanece foragida, conforme o Gaeco. O MP afirma que a fase atual busca aprofundar as apurações e reunir novas provas.

Nesta etapa, o material apreendido será analisado, com a continuidade de diligências, oitivas e levantamento de novos elementos nos próximos dias. A operação conta com apoio da Polícia Militar, pelo 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia.

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