- Com 99,71% das urnas apuradas, Keiko Fujimori tem 50,11% e Roberto Sánchez, 49,89% no segundo turno.
- Roberto Sánchez, da esquerda, afirmou não reconhecer a vitória de Fujimori e pediu publicação de fraude na contabilização dos votos; convocou apoiadores para novas marchas no sábado.
- Sánchez apresentou novo recurso para anulación dos votos de peruanos residentes no exterior, alegando irregularidades na gestão das cédulas no exterior, o que representaria cerca de 300 mil votos. Se esses votos fossem excluídos, haveria vantagem de cerca de 25 mil para Sánchez.
- Autoridades eleitorais vêm revisando cédulas contestadas há semanas, atrasando a proclamação oficial.
- No Congresso, o Juntos pelo Peru tem 32 das 130 cadeiras na Câmara e 14 das 60 cadeiras no Senado; Fujimori receberá a maior bancada, com 41 na Câmara e 22 no Senado, e disse que aguardará a apuração completa antes de reivindicar vitória.
O Peru viveu nesta semana uma fase decisiva do segundo turno das eleições presidenciais. Com 99,71% das urnas apuradas, Keiko Fujimori lidera com 50,11% dos votos ante 49,89% de Roberto Sánchez. A polêmica gira em torno de cédulas contestadas, avaliadas por autoridades eleitorais nos últimos dias.
Sánchez, candidato de esquerda pelo Juntos por el Perú, afirma ter havido fraude no processo de contabilização e pediu revisões. Em coletiva, ele disse que não reconhecerá o resultado e convocou apoiadores para protestos, marcados para o fim de semana.
As autoridades eleitorais revisam cédulas contestadas desde o dia 7 de junho, em uma apuração que já se estende por semanas. Enquanto isso, Fujimori mantém a liderança com votos no exterior, onde aparece com vantagem considerável.
Votos do exterior
No exterior, Fujimori soma 63.206% dos votos, ampliando sua dianteira frente a Sánchez, que fica com 50,113% no Peru. A diferença entre as frentes se reduz quando se consideram os votos domésticos, porém a contagem permanece disputada.
Recurso de Sánchez
Nesta segunda-feira, Sánchez protocolou novo recurso para tentar anular votos de peruanos residentes no exterior, alegando irregularidades administrativas. A defesa sustenta que a medida poderia alterar o resultado caso os votos exteriores sejam desconsiderados.
Advogados especializados citados por El Comercio indicaram que o pedido não possui respaldo jurídico sólido e serve, segundo eles, para atrasar a proclamação oficial. O pleito é visto como parte de uma estratégia processual do candidato.
Contexto no Legislativo
O Juntos por el Peru, partido de Sánchez, conquistou 32 das 130 cadeiras da Câmara e 14 das 60 do Senado. Já o Fuerza Popular, de Fujimori, assume a liderança com 41 representantes na Câmara e 22 no Senado. A legenda de Fujimori afirmou que aguardará a conclusão total da apuração para reivindicar a vitória.
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