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Sambistas debatem políticas públicas para trabalhadoras da cultura

Seminário nacional das rodas de samba discute políticas públicas, direitos trabalhistas e proteção social para trabalhadoras da cultura, com ênfase em financiamento

Brasília (DF), 23/06/2026 – 1* Seminário Nacional das Rodas de Samba - Capanema. Foto: Filipe Araújo / MinC
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  • Seminário Nacional das Rodas de Samba ocorre no Rio de Janeiro, de 22 a 24 de junho, promovido pelo Ministério da Cultura para discutir políticas públicas, direitos trabalhistas e previdenciários, além de financiamento para mulheres da cultura.
  • O ministro da Cultura interino, Márcio Tavares, afirmou que há lacunas a preencher para proteger direitos trabalhistas e que o Estado demora a reconhecer manifestações culturais; o país tem cerca de cinco milhões de trabalhadores culturais, sendo sete em cada dez em situação precária.
  • A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de proteção social para as mulheres da cultura, citando creches noturnas como exemplo de política de apoio.
  • A cantora Teresa Cristina ressaltou a importância de direitos previdenciários, como a aposentadoria, para os trabalhadores da cultura.
  • O presidente da Rede de Rodas de Samba, Wanderso Luna, destacou o papel histórico do samba para a identidade e economia locais e pediu financiamento público (BNDES, Caixa) para uma política estrutural, lembrando que as rodas de samba nasceram como ato político.

O 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba começou nesta segunda-feira no Rio de Janeiro e segue até quarta-feira, reunindo gestores públicos, sambistas históricos, pesquisadoras e representantes de rodas de samba de todo o país. O tema central é a elaboração de propostas de políticas públicas, legislação trabalhista e financiamento para mulheres trabalhadoras da cultura.

O evento, promovido pelo Ministério da Cultura, busca mapear lacunas na proteção de direitos trabalhistas, previdência e financiamento do setor. Participantes discutem como fortalecer a economia criativa e a presença do samba na ocupação do espaço urbano, com foco em políticas públicas abrangentes.

A primeira-dama Janja Lula da Silva destacou a necessidade de proteção social para mulheres que trabalham à noite, defendendo creches noturnas. Especialistas ressaltaram a importância da aposentadoria para trabalhadores da cultura, inclusive para ídolos do público.

Participantes e perguntas centrais

O presidente da Rede de Rodas de Samba destacou o papel histórico do samba na construção da identidade nacional e na reinvenção de comunidades negras ao longo de séculos. Segundo ele, o samba visto como indústria pode exigir financiamento estável de bancos públicos para ampliar políticas estruturais.

Luna enfatizou que as rodas de samba se articulam como vetor de desenvolvimento territorial e econômico. Ele apontou a necessidade de financiamento de grandes instituições públicas, como BNDES e Caixa, para viabilizar políticas com orçamento estável. Também questionou como o dinheiro público pode chegar aos interessados.

O seminário também reforçou a visão de que o samba nasceu como ato político no Rio de Janeiro, no período de transição entre o Brasil Imperial e a República. Participantes destacaram a importância de reconhecer as manifestações culturais como parte da identidade nacional.

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