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Sóstenes aciona Embaixada dos EUA após vídeo que liga PT a facções ser removido

Líder do PL aciona Embaixada dos EUA após Mendonça determinar a remoção de vídeo que ligava PT a supostos financiamentos de facções; requer informações sobre investigações

Mendonça apontou que vídeo de Sóstenes que associava PT à facções configura desinformação eleitoral. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
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  • O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse ter acionado a Embaixada dos Estados Unidos após o ministro do TSE André Mendonça mandar remover um vídeo em que o PT era ligado a financiamentos de facções criminosas.
  • Sóstenes afirmou ter atendido à ordem, apagando a postagem dentro do prazo de 24 horas, mas contestou a decisão e, em pronunciamento, confundiu Mendonça com o ex-ministro Alexandre de Moraes em duas ocasiões.
  • O vídeo mencionava suspeitas de que haveria financiamento do governo americano a partir do PCC e do Comando Vermelho ao PT; ele alegou que não houve afirmação categórica, apenas menção a suspeitas.
  • Em resposta, o deputado enviará um ofício à Embaixada dos EUA para esclarecer a existência de investigações sobre patrocínio de facções a partidos de esquerda latino-americanos, e apresentou requerimento na Comissão de Relações Exteriores e pediu audiência pública com representantes da embaixada.
  • Mendonça afirmou que a postagem configura desinformação eleitoral, destacando que a expressão “há grandes suspeitas” sugere uma afirmação sem provas; a liminar será analisada pelo plenário do TSE.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, acionou a Embaixada dos Estados Unidos após o ministro André Mendonça, do TSE, determinar a remoção de um vídeo publicado por ele. O conteúdo ligava o PT a supostos financiamentos de facções criminosas, como PCC e Comando Vermelho. A decisão ocorreu nesta terça-feira (23), no âmbito de processo envolvendo uso de redes sociais em campanha.

Segundo Sóstenes, ele atendeu ao prazo de 24 horas para apagar a postagem, mas contestou a fundamentação da decisão. Em pronunciamento, o deputado afirmou ter confundido Mendonça com o ex-ministro Alexandre de Moraes em dois momentos. Ainda assim, destacou que o vídeo não continha afirmações categóricas, apenas mencionava suspeitas envolvendo o governo americano.

O parlamentar informou que enviou um ofício à Embaixada dos EUA solicitando esclarecimentos sobre investigações relativas a suposta contribuição de facções a partidos de esquerda na América Latina. Também protocolou requerimento na Comissão de Relações Exteriores e pediu audiência pública com representantes da embaixada.

Contexto e desdobramentos

Mendonça descreveu a postagem como desinformação eleitoral ao sugerir que campanhas do PT teriam financiamento de recursos oriundos de facções criminosas. O ministro afirma que a expressão usada transmite cautela sem provas, o que caracteriza imputação grave não demonstrada. A decisão não impede a crítica política, apenas a imputação sem lastro.

Ainda segundo Mendonça, a norma busca preservar a integridade do processo eleitoral e evitar que informações não verificadas induzam o eleitor. A liminar será analisada pelo plenário do TSE, que poderá confirmar, modificar ou derrubar a decisão. O episódio mantém o foco no tema da fiscalização de discurso político nas redes.

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