- O TSE determinou a remoção imediata de publicações que associavam Flávio Bolsonaro ao crime organizado.
- A decisão ocorreu via medida liminar nesta segunda-feira e exige que Instagram e Facebook remova os conteúdos em até 24 horas.
- As postagens foram feitas por membros do PT, entre eles Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann, Rogério Correia e Guilherme Boulos.
- O material ligava o senador à Operação Unha e Carne e ao Comando Vermelho, mas ele não é investigado pela polícia nessa operação.
- Além da remoção, o TSE proibiu republicação de conteúdos idênticos e determinou a coleta sigilosa de dados de cinco perfis não identificados na petição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção imediata de publicações nas redes sociais que vinculavam o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro ao crime organizado. A ordem partiu de uma representação do Diretório Nacional do Partido Liberal, no dia 22 de junho de 2026. As plataformas Instagram e Facebook receberam o mandate com prazo de 24 horas para cumprir, e os links citados já estão indisponíveis.
O material impugnado associava Flávio Bolsonaro à Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, e ao Comando Vermelho. O senador, porém, não está sendo investigado pela operação mencionada.
Para a ministra e relatora do caso, Estela Aranha, as publicações extrapolam a crítica política admissível ao construir uma narrativa de envolvimento com organizações criminosas sem dados concretos, configurando propaganda eleitoral negativa antecipada. A decisão cita precedentes do TSE em eleições anteriores.
Detalhes da decisão
O TSE também determinou a proibição de republicação dos conteúdos indicados ou de materiais substancialmente idênticos. Além disso, solicitou que Instagram e Facebook forneçam, em sigilo, dados cadastrais e registros de acesso dos responsáveis por cinco perfis cujos titulares não foram identificados na petição.
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