- O Tribunal Superior Eleitoral determinou a remoção, em até 24 horas, de vídeos e imagens que associam Flávio Bolsonaro ao crime organizado.
- As publicações vinculam o pré-candidato à operação da Polícia Federal chamada Unha e Carne e ao Comando Vermelho, veiculadas em perfis on-line.
- O Partido Liberal acionou o TSE com uma representação eleitoral contra os responsáveis pelo conteúdo.
- A ministra Estela Aranha entendeu que as postagens extrapassam a crítica política e criam uma narrativa de vínculos com organizações criminosas sem provas, configurando desinformação eleitoral.
- A decisão prevê multa diária por descumprimento, proíbe republicação ou impulsionamento, e o caso será levado ao Plenário do TSE para referendo da medida.
O TSE determinou a retirada de vídeos e imagens que associam o pré-candidato Flávio Bolsonaro ao crime organizado. A decisão foi tomada nesta terça-feira (23.jun.2026) pela ministra Estela Aranha, a pedido do PL.
As publicações vinculam o político ao esquema da operação PF Unha e Carne e ao grupo criminoso Comando Vermelho. O PL moveu uma representação eleitoral contra os responsáveis pelo conteúdo.
A ação envolve Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Guilherme Boulos e Rogério Correia, além de perfis como PT na Câmara, Lula conta comigo, Brasil pra Frente, Anti Bolsonaro Real e outros. Aurilene Monteiro também figura como administradora.
O PL contesta que o material teve alcance amplo, com muitas visualizações e compartilhamentos, buscando criar uma teia criminosa em torno de Flávio Bolsonaro. A legenda sustenta que a narrativa é desprovida de dados concretos.
Estela Aranha entendeu que o conteúdo extrapola a crítica política e configura desinformação grave, por associar o pré-candidato a organizações criminosas sem embasamento jurídico. A decisão cita jurisprudência do TSE para coibir imputações sem provas.
A ministra fixou o prazo de 24 horas para a remoção das publicações e determinou a proibição de republicação, impulsionamento ou divulgação de conteúdo idêntico ou equivalente. O descumprimento acarreta multa diária.
A autoridade também notificou as plataformas digitais para cumprir a medida. O caso será levado ao Plenário do TSE para referendo da cautelar.
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