- Dois processos por suposta quebra de decoro foram abertos contra o vereador Eder Borges (Novo) na Câmara Municipal de Curitiba, admitidos pelo Conselho de Ética na segunda-feira, 22.
- Os PEDs envolvem episódio do dia 1º de abril de 2026, no plenário, em que Borges teria feito gesto imitando arma de fogo durante foto institucional após tribuna com trabalhadores da educação.
- A fase de instrução já começou; a relatora é Laís Leão (PDT) e o vice-relator é Jason Goulart (Republicanos).
- O PED 1/2026 parte da corregedoria; o PED 2/2026 foi apresentado por vereadoras e deputados, mantendo o tema em comum.
- A defesa de Borges disse estar perplexa com a aceitação das representações e questiona tratamento desigual em relação a outras denúncias, que, segundo a defesa, foram arquivadas.
Dois processos por suposta quebra de decoro parlamentar foram abertos contra o vereador Eder Borges (Novo) na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). As representações foram admitidas na segunda-feira (22) pelo Conselho de Ética da Casa. O episódio ocorreu no dia 1º de abril de 2026, no plenário da CMC, após uma Tribuna Livre com trabalhadores da educação. A acusação aponta que Borges fez um gesto imitando arma de fogo durante uma foto institucional, segundo relato da corregedoria.
O caso tramita em fase de instrução. A relatora é Laís Leão (PDT), responsável por analisar documentos e organizar a produção de provas para apresentar ao Conselho de Ética. Jason Goulart (Republicanos) foi eleito vice-relator. O PED 1/2026 é de autoria da corregedoria da CMC, enquanto o PED 2/2026 foi apresentado por vereadores de outros partidos.
Situação processual
A segunda representação contra Eder Borges foi apresentada por Camilla Gonda (PSB), Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), Professora Angela (PSOL), Vanda de Assis (PT) e Angelo Vanhoni (PT) e também foi admitida pelo plenário. Em ambas as representações, o voto favorável ao prosseguimento contou com a maioria dos presentes; o único voto contrário veio do professor Euler (MDB).
Eder Borges afirmou estar perplexo com os processos. Em nota, a defesa afirma que o Conselho aceitou a representação por uma foto em que teria feito o símbolo associado ao bolsonarismo, porém arquivou outra representação contra vereadoras acusadas de coagi-lo. A defesa aponta tratamento desigual e sustenta que isso comprometeria a validade do procedimento.
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