- O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, afirmou durante evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, que pretende exigir estudo dos homens beneficiários do Bolsa Família, caso seja eleito.
- Segundo Zema, as mulheres ficariam fora da exigência, pois teriam “outras atribuições em casa”, incluindo cuidados com filhos.
- A proposta prevê que homens beneficiários concluam a educação básica e se qualifiquem, com a possibilidade de ganhar um prêmio de R$ 5 mil para quem deixar o programa.
- O Bolsa Família é um dos maiores programas de transferência de renda do mundo, com mais de 20 milhões de famílias beneficiadas e média de R$ 650 por mês por família.
- A agenda apresentada pela Confederação Nacional da Indústria ainda inclui fim do abono salarial, mudanças na vinculação de benefícios ao salário mínimo e ações para controle de gastos públicos e da dívida.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Nova), afirmou nesta segunda-feira (23/6) que, caso seja eleito, pretende exigir que os homens beneficiários do Bolsa Família completem a educação básica. A regra não atingiria as mulheres, segundo ele, que teriam outras atribuições em casa. O comentário foi feito durante um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.
Zema disse ainda que a obrigação seria acompanhar a qualificação dos homens que recebem o benefício e citou a possibilidade de conceder um prêmio de 5 mil reais para quem conseguir deixar o programa. O Bolsa Família é um dos maiores programas de transferência de renda do país, com mais de 20 milhões de famílias atendidas e valor médio de cerca de 650 reais por família.
Pelo atual desenho, o benefício também exige renda familiar mensal por pessoa inferior a 218 reais, frequência escolar de crianças entre 4 e 5 anos de pelo menos 60%, de 75% para jovens entre 6 e 18 anos sem conclusão do ensino básico, além de manter o calendário vacinal e os pré-natais em dia.
Propostas da CNI
Durante o evento, a CNI apresentou uma agenda de propostas para os presidenciáveis, incluindo o fim do abono salarial, mudanças na vinculação de benefícios previdenciários ao salário mínimo e medidas de controle de gastos públicos e da dívida. Zema informou que, se eleito, promoverá um “choque institucional” para enfrentar questões éticas e reduzir a despesa pública.
Zema também mencionou a intenção de enfrentar a criminalidade e a chamada gastança do governo federal, destacando a necessidade de um arcabouço mais eficiente para a gestão pública. As declarações foram feitas no contexto de o Brasil realizar escolhas sobre políticas sociais e econômicas para o próximo mandato.
Entre na conversa da comunidade