- A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a arma Glock 9mm apreendida em blitz registrada em nome dele.
- Bolsonaro afirmou ter “três mulheres em casa” e que “não podia ficar desarmado” durante o cumprimento de sua prisão domiciliar.
- A pistola estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional, hoje vinculado à Casa Civil.
- A defesa diz que Bolsonaro apenas pediu para verificar o funcionamento da arma, sem pedir que fosse para conserto.
- Investigadores apontam que o caso pode configurar infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento, com pena prevista de três a seis anos de prisão em caso de crime; STF acompanha o caso e a PGR pode analisar impacto na prisão domiciliar.
A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira, no inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz na semana passada. O depoimento ocorreu na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A arma, uma pistola Glock 9mm, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional, hoje vinculado à Casa Civil. O equipamento não apresentava o certificado de registro durante a abordagem policial. A apuração é acompanhada pelo STF.
Depoimento e informações apuradas
Bolsonaro confirmou que a pistola é dele e estava em sua casa quando houve a aplicação da prisão domiciliar. O ex-presidente alegou ter dito ao delegado que havia três mulheres no imóvel na ocasião e que não poderia ficar desarmado. O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou oitiva.
Condições e desdobramentos legais
Especialistas apontam duas possibilidades: infração administrativa, já que o porte estava registrado, mas sem documentação específica de transporte; ou violação do Estatuto do Desarmamento, que prevê pena de 3 a 6 anos de prisão além de multa. A PGR foi acionada para avaliar impactos na medida cautelar.
Contexto jurídico e continuidade do caso
A violência institucional envolvendo armas no âmbito da segurança de ex-presidentes segue sob análise do STF. A Polícia Civil do DF conduz a investigação, com o apoio técnico das plataformas judiciais, e o caso permanece em curso. A decisão sobre eventual impacto na prisão domiciliar depende de parecer da PGR solicitada por Moraes.
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