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Briga no PSOL envolve fundo eleitoral e montante ainda não divulgado

PSOL terá 131,5 milhões do Fundo Eleitoral para 2026; parlamentares questionam critérios de repasse e impacto nas candidaturas do partido

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  • O PSOL terá R$ 131,5 milhões do Fundo Eleitoral para 2026, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral divulgados em junho.
  • O valor representa 14,9% do que o Partido Liberal (PL) recebe e 21,4% do que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebe.
  • O PSOL fica com 2,65% do total de R$ 4,9 bilhões disponíveis no Fundo Eleitoral. PL e PT lideram o ranking, seguido pelo União Brasil.
  • O cálculo de repasse leva em conta quatro cotas, com as demais distribuídas com base nos votos para a Câmara, no tamanho da bancada e no Senado.
  • Parlamentares do PSOL questionam a desproporcionalidade, citando a cláusula de barreira e o impacto em programas de fomento a mulheres, negras e pessoas com deficiência.

O PSOL terá 131,5 milhões de reais disponíveis no Fundo Eleitoral para uso nas candidaturas de 2026, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral. O montante representa 14,9% do que o PL recebe e 21,4% do que o PT recebe. A distribuição é parte de um sistema que leva em conta votos, bancada e regras de barreira.

Segundo o TSE, o Fundo Eleitoral soma 4,9 bilhões de reais a ser distribuídos entre as legendas. Os seis maiores partidos concentram 65% do montante; os 24 restantes, entre eles o PSOL, ficam com 35%. O PSOL ocupa a 12ª posição nesse ranking.

Parlamentares do PSOL questionam a forma de repasse, citando desproporcionalidade no uso dos recursos. O grupo é liderado pela deputada Erika Hilton, que aponta impactos no apoio a candidaturas de mulheres, negros e pessoas com deficiência. Juliano Medeiros, presidente da federação PSOL-Rede, rebateu o argumento e destacou que Hilton receberá R$ 2,3 milhões.

A diretora nacional do PSOL vê impactos também na cláusula de barreira, regra que condiciona o acesso ao Fundo e ao tempo de TV. Para 2026, a cláusula exige desempenho mínimo de votos em vários estados ou a eleição de um número mínimo de deputados. Os críticos defendem ajustes para assegurar a representatividade.

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