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Careca do INSS denuncia luzes acesas 24h em cela e pressão por delação

Defesa de Careca do INSS acusa cela com iluminação contínua e pressão de agentes para delação; Mendonça exige explicações da Papuda

Antonio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS
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  • Careca do INSS pediu transferência de cela na Papuda, alegando condições precárias, com iluminação contínua e sem ventilação suficiente.
  • Segundo a defesa, no dia 19 o lobista foi retirado da cela por dois policiais penais, questionado sobre suposta falta disciplinar e sobre a possibilidade de firmar delação premiada.
  • Advogados afirmam que houve pressão para delação, sem a presença da defesa, violando direitos do custodiado e o direito ao silêncio.
  • O ministro do STF André Mendonça determinou que a administração da Papuda explique se houve interrogatório informal e identifique os agentes envolvidos, decisão ainda sigilosa.
  • Careca do INSS é investigado por suposto esquema bilionário de fraudes e descontos indevidos em aposentadorias, com estimativa de cerca de R$ 6,3 bilhões de 2019 a 2024.

O Careca do INSS pediu nesta quarta-feira a transferência de cela no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A defesa alega iluminação contínua e condições precárias, com espaço menor e sem ventilação adequada. O pedido foi feito à Vara de Execuções Penais.

Segundo a defesa, no dia 19 houve retirada da cela por dois policiais penais, que teriam questionado o lobista sobre disciplina e sobre a possibilidade de delação premiada. Eles teriam insistido em apurar o interesse dele em colaborar com a investigação.

A solicitação de transferência ocorre após o ministro André Mendonça, do STF, determinar que a administração da Papuda explique se houve interrogatório informal e identifique os agentes envolvidos. A decisão foi publicada com sigilo e confirmada pela imprensa.

O caso envolve Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, suspeito de integrar esquema bilionário de fraudes e descontos em aposentadorias e pensões. A fraude associativa teria autorizado descontos não autorizados de cerca de 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

O modelo de desconto, que exigiria autorização dos beneficiários, teria sido explorado por entidades de fachada. As apurações concentram-se em irregularidades de delineamento de delações premiadas e de pressão sobre custodiados.

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