- Em sessão no plenário do STF, o tribunal homenageou a ministra Cármen Lúcia pelos 20 anos no Supremo, completados na última segunda-feira.
- A cerimônia foi marcada pelo constrangimento da homenageada, que disse sentir vergonha ao ser o centro das atenções.
- O ministro Alexandre de Moraes destacou a trajetória da ministra e a definiu como paradigma de juíza, magistrada e professora.
- O ministro Edson Fachin revelou ter preparado um discurso de homenagem, mas o entregou apenas a pedido de Cármen Lúcia, que pediu para não pronunciá-lo em público.
- Cármen Lúcia explicou que evita homenagens em datas comemorativas, para não ficar “em cima da bancada”, e agradeceu o reconhecimento dos colegas.
Durante a sessão do plenário do STF nesta quarta-feira, 24, a Corte homenageou a ministra Cármen Lúcia pelos 20 anos no Supremo, completados na última segunda. A celebração ocorreu no ambiente interno da instituição, em clima de reconhecimento institucional.
Cármen Lúcia revelou constrangimento com o centro das atenções, dizendo que prefere evitar homenagens relacionadas a datas. A ministra pediu ao presidente da turma que não houvesse pauta formal de celebração para evitar sentir-se deslocada.
Homenagem no STF
O ministro Alexandre de Moraes abriu a sessão destacando a trajetória da magistrada, chamando-a de exemplo de juiz, magistrada e professora. Moraes rememorou a posse em 2017, quando a então presidente do STF estava à frente da Corte.
O ministro Edson Fachin contou que chegou a preparar um discurso de homenagem, mas decidiu não pronunciá-lo a pedido da própria Cármen Lúcia. Moraes brincou dizendo que, por não ter sido impedido de falar, acabou parabenizando a colega em público.
Trajetória de Cármen Lúcia
Natural de Montes Claros, MG, Cármen Lúcia é a 30ª mineira a integrar o STF, indicada em 2006 pelo então presidente Lula. Foi a segunda mulher a ocupar uma cadeira na Corte, após Ellen Gracie, e a única mulher de Minas na formação atual.
Antes do STF, atuou como procuradora do Estado de MG, integrou a Comissão de Direito Constitucional da OAB e foi professora de Direito Constitucional na PUC-MG. Sua carreira docente e jurídica precede a atuação na Corte.
Contribuições e atuação
Ao longo de 20 anos, Cármen Lúcia esteve envolvida em julgamentos que passaram por temas como liberdade de expressão, federalismo, meio ambiente, direitos das mulheres, direito eleitoral e educação. Entre 2016 e 2018, presidiu o STF e o CNJ.
Entre as pautas marcantes, destacou-se a defesa de direitos humanos, democracia e igualdade de gênero. A ministra também exerceu duas vezes a presidência do TSE, em eleições municipais de 2012 e 2024, consolidando liderança institucional.
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