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Classificar facções terroristas não tem influência interna, diz diretor da Senasp

Diretor da Senasp diz que classificação dos EUA não interfere nas políticas brasileiras; foco é o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com mais de R$ 1 bilhão

Pessoa em uniforme camuflado se protege atrás de um carro enquanto aponta uma arma. Ao fundo, fogo intenso no meio da rua gera fumaça espessa que encobre parte da cena. O ambiente urbano mostra prédios e fios elétricos cruzando o espaço.
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  • Estados Unidos classificaram as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas; o governo Lula reagiu com ofensiva contra esses grupos.
  • O diretor de Operações Integradas e Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, disse que a classificação externa não interfere nas políticas brasileiras de enfrentamento ao crime.
  • Nery destacou o programa Brasil Contra o Crime Organizado, com mais de R$ 1 bilhão em investimentos diretos e possibilidade de acesso a mais de R$ 10 bilhões por meio do Fundo do Desenvolvimento Social.
  • O cadastro no Banco Nacional de Celulares com Restrição foi apresentado como instrumento para integração de dados e combate a furtos e roubos de aparelhos.
  • O dirigente ressaltou que a segurança pública depende da cooperação entre autoridades e atores da comunidade, não apenas da atuação policial, e que o principal desafio é o arranjo institucional e o cumprimento da lei por todos.

Em entrevista ao Record News nesta quarta-feira, 24, o Brasil reiterou que classificações feitas por outros países não alteram as políticas internas de combate ao crime organizado. O governo dos EUA classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, mas o Ministério da Justiça diz que isso não interfere na atuação brasileira.

Segundo Anchieta Nery, diretor de Operações Integradas e Inteligência da Senasp, a decisão externa não muda a estratégia brasileira. Ele afirma que o enfrentamento ocorre dentro do território nacional e que o Brasil é soberano para definir seus instrumentos de segurança. A classificação externa é considerada uma prerrogativa norte-americana.

O delegado destaca ainda o programa Brasil Contra o Crime Organizado, desenvolvido com base em quatro eixos após estudo e interlocução. O programa prevê investimentos diretos de mais de 1 bilhão de reais em segurança pública e facilita acesso a mais de 10 bilhões por meio do Fundo de Desenvolvimento Social.

Nery comentou ainda o cadastro no Banco Nacional de Celulares com Restrição como ferramenta para integração de dados contra furtos e roubos de aparelhos. Ele enfatizou que a segurança pública depende da atuação de toda a comunidade, além das autoridades policiais.

Para avançar, o diretor afirmou que o desafio não é apenas tecnológico, mas institucional. O comprometimento de atores ligados à lei é visto como essencial para a efetiva entrega de serviços de segurança pública. Se o ecossistema funcionar, a atuação será mais eficaz.

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