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Custo social da ineficiência na mobilidade é insustentável, diz Quintella

Especialistas dizem que eletrificação não basta; a mobilidade exige planejamento integrado, infraestrutura e multimodalidade para reduzir o custo social da ineficiência

No Energy Summit, no Rio de Janeiro, diretor da FGV discute com outros especialistas o impacto do avanço tecnológico no setor na mobilidade das grandes cidades do País
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  • No Energy Summit, no Rio de Janeiro, especialistas discutiram que a eletrificação sozinha não resolve os problemas de mobilidade das grandes cidades.
  • Marcus Quintella, diretor da FGV Transporte, afirmou que o custo social da ineficiência atual é insustentável, com gargalos como a falta de integração física e tarifária.
  • Ele ressaltou que a rápida evolução tecnológica, como softwares de gestão de tráfego e veículos autônomos, depende de infraestrutura e conectividade adequadas para ser eficaz.
  • Larissa Amorim, da Garin Partners, defendeu uma abordagem multimodal, dizendo que a sustentabilidade vai além da eletrificação e envolve eficiência, acesso e redes de transporte que cheguem à população.
  • O painel também destacou avanços regulatórios, como a lei do combustível do futuro e a lei de comércio de emissões, que oferecem previsibilidade e apoio para financiar a transição.

A mobilidade das grandes cidades enfrenta desafios que vão além da eletrificação. Em meio ao Energy Summit, no Rio de Janeiro, especialistas discutiram que soluções puramente tecnológicas não bastam para reduzir o custo social da ineficiência. O painel destacou a necessidade de planejamento integrado e regulações robustas.

Marcus Quintella, diretor da FGV Transporte, e Larissa Amorim, sócia da Garin Partners, participaram do encontro na quarta-feira, 24. Eles enfatizaram que a pressa pela descarbonização não pode mascarar gargalos estruturais, como a falta de integração física e tarifária nos transportes.

Para Quintella, o custo social da ineficiência é alto e requer enfrentamento imediato dos gargalos urbanos. Ele ressaltou que a evolução de softwares de gestão de tráfego e de veículos autônomos depende de infraestrutura e conectividade compatíveis nas redes de transporte.

A visão sobre eletrificação

Larissa Amorim contestou a ideia de que a eletrificação total resolve problemas ambientais e operacionais. Ela defende uma abordagem de sustentabilidade com três pilares: ambiental, social e econômico, incluindo eficiência, uso e gestão de resíduos.

Segundo a especialista, superar gargalos de tráfego e o descarte de baterias demanda redesenho de redes que combine ciclovias, ferrovias, hidrovias e transporte sob demanda, assegurando capilaridade e inclusão.

Aspectos regulatórios

Luiz Gustavo Bezerra, da Tauil & Chequer Advogados, destacou avanços regulatórios com marcos como a lei do combustível do futuro e a lei de comércio de emissões. Ele aponta que esses instrumentos trazem previsibilidade jurídica para financiar a transição.

O debate apontou que políticas públicas recentes exigem implementação cuidadosa. Com metas de descarbonização, o setor busca equilíbrio entre viabilidade técnica e segurança jurídica para estimular investimentos.

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