- Darializa Avila Chevalier, candidata pro-palestina e doutoranda, venceu a primária do 13º distrito de Nova York com mais de 49% dos votos; se vencer em novembro, será a primeira mulher dominicana eleita ao Congresso.
- A vitória ocorreu mesmo diante de ataques negativos, incluindo boatos sobre sua etnia dominicana e ataques racistas impulsionados por super PACs que apoiavam o veterano Adriano Espaillat, o candidato adversário.
- Mamdani, fellow da Democracia Socialista, apoiou Avila Chevalier na campanha; ele inicialmente ajudou Espaillat, depois a apoiou publicamente, (repercussões políticas incluíram críticas de outros políticos).
- Entre as pautas da campanha estavam saúde universal, maior proteção aos inquilinos, abolição do ICE e restrição a doações de grandes PACs; a acusação contra Espaillat foi de estar ligado a doadores ricos.
- A candidata é afro-latina, filha de imigrantes dominicanos, já envolvida em ativismo universitário em Nova York e em defesa de Palestina; enfrentou ataques racistas e islamofóbicos durante a campanha.
Darializa Avila Chevalier, candidata pró-palestina, venceu o pleito distrital do 13º Congresso de Nova York na terça-feira, alcançando mais de 49% dos votos na primária. O distrito engloba parte de Manhattan, Harlem e trechos do Bronx, e, se confirmar a vitória no pleito de novembro, ela se tornará a primeira dominicana a chegar à Câmara dos Deputados.
Na campanha, aversas duras com ataques racistas acompanharam a trajetória da candidata, apoiada por Zohran Mamdani, socialista e colega de partido. Críticas de oponentes destacaram a falta de experiência de Chevalier, enquanto a defesa de políticas como saúde universal e maior proteção para inquilinos ganhou força entre eleitores de esquerda.
A vitória ocorreu em meio a apoio de organizações da esquerda e da ala progressista, incluindo a Democratic Socialists of America, que também apoiava Mamdani. Espaillat, operador veterano, era visto como alvo de pressão por responder pouco aos anseios da base frente à crise econômica local.
A vencedora nasceu de imigrantes dominicanos de classe trabalhadora e cresceu na Flórida antes de estudar na Universidade de Columbia, onde atuou em causas estudantis. O foco de sua plataforma incluiu investimentos diretos em serviços públicos, combate à influência de grandes comitês financeiros e fim de certas práticas de financiamento de campanhas.
A candidata foi recrutada pelo Justice Democrats, grupo que apoiou AOC no passado. Chevalier também criticou a gestão de Espaillat, alegando que a representatividade não se traduz em resultados para comunidades como Washington Heights, lar de uma grande população dominicana.
Durante a campanha, a adversidade associada à sua posição pró-Palestina gerou controvérsias e acusações de antiprincesa antissemita em alguns momentos, amplificadas por ataques nas redes sociais e por apoios explícitos a agendas de direitos civis. Ela rejeitou qualquer celebração de violência e ressaltou a necessidade de respostas proporcionais a conflitos.
Antes da eleição, Chevalier reforçou o compromisso com políticas sociais, como ampliação de rede de proteção social e banimento de grandes pacotes de doação que influenciem eleições, posicionamentos que marcaram o tom de sua candidatura. Conforme a apuração avançou, sua vitória ficou evidente por volta do fim da noite eleitoral.
O resultado realçou o papel de Nova York na definição de lideranças progressistas no cenário nacional e consolidou Mamdani como figura-chave no espectro da esquerda. A prefeita de Nova York, por sua vez, é citada por analistas como influente na formação de alianças entre campanhas progressistas locais e a agenda nacional.
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