- A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu a prorrogação da prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes.
- A medida completa noventa dias na quinta-feira, vinte e cinco, e pode retornar ao regime fechado na Papudinha caso não seja renovada.
- Os advogados sustentam que, apesar da estabilidade clínica atual, persistem enfermidades de base que exigem acompanhamento médico contínuo.
- Apontam risco de broncoaspiração, perdas de equilíbrio, quedas e necessidade de vigilância respiratória durante o sono.
- Em caso de negativa, a defesa pediu perícia médica oficial antes da decisão final, mantendo o regime domiciliar até a avaliação.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou junto ao ministro do STF Alexandre de Moraes um pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária, com base no estado de saúde do ex-presidente. A medida está em vigor há 90 dias até quinta-feira, 25, e sem renovação ele voltará a cumprir pena na unidade de Papudinha, no Distrito Federal.
Segundo o documento enviado na terça-feira (23), Bolsonaro ainda requer acompanhamento médico contínuo e assistência que não são compatíveis com o regime fechado. O texto cita estabilidade clínica, mas ressalta que isso não significa cura das enfermidades de base, apenas controle médico.
Entre os argumentos, a defesa aponta riscos como nova broncoaspiração, quedas, perda de equilíbrio e a necessidade de vigilância respiratória durante o sono. O ambiente domiciliar, segundo os advogados, facilitaria monitoramento, resposta rápida a intercorrências e apoio à reabilitação.
Caso o pedido de prorrogação seja rejeitado, a defesa solicita a realização de perícia médica oficial antes de uma decisão final, com a continuidade do regime domiciliar até a conclusão da avaliação. A defesa não detalha prazos para a avaliação, limitando-se a manter o regime até o parecer.
Entre na conversa da comunidade