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Flávio Bolsonaro apoiou tarifaço; agora diz defender empresas

Flávio Bolsonaro vai a Washington pedir a Trump que evite novas sobretaxas; planeja transformar audiência da defesa comercial dos EUA em comício

Flávio Bolsonaro, candidato presidencial do Partido Liberal, em presidente Prudente (SP) — (./Reprodução)
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  • Flávio Bolsonaro anunciou que vai a Washington pedir a Donald Trump para que o mercado dos Estados Unidos não fique ainda mais inacessível às indústrias brasileiras.
  • O candidato do Partido Liberal pretende transformar a audiência pública da agência de defesa comercial dos Estados Unidos (USTR) em comício, marcada para 6 de julho, e já se inscreveu para falar.
  • Ele afirmou que vai defender as empresas brasileiras para que não sejam novamente tarifadas com mais 25% (na prática, a nova taxação pode chegar a 37%).
  • Em julho do ano passado, Trump impôs tarifa de 50% aos produtos brasileiros; Flávio chegou a celebrar esse ataque aos interesses econômicos do Brasil.
  • Com três meses para as eleições, o anúncio de ida a Washington sinaliza a tentativa de obter apoio externo e possivelmente um novo trunfo eleitoral.

Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, afirmou nesta terça-feira (23/6) que viajará a Washington para pedir a Donald Trump que o mercado dos EUA não fique ainda mais inacessível às indústrias brasileiras. A fala aconteceu durante evento em Presidente Prudente (SP).

Segundo o candidato, a viagem terá como objetivo abrir espaço para uma audiência pública da agência de defesa comercial dos EUA (USTR) marcada para 6 de julho. Ele informou que pretende falar na sessão para defender as empresas brasileiras contra possíveis novas sobretaxas.

Na plateia, empresários presentes sorriram, conforme registro de imprensa. O histórico aponta que, há cerca de um ano, Trump impôs tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, em contexto de disputas comerciais entre Brasil e EUA. A defesa de Flávio Bolsonaro aparece em meio a movimentos de manifestação política na época.

A Casa Branca encaminha o processo da USTR, com decisão prevista para a segunda quinzena de julho. A agência analisa medidas de defesa comercial que podem impactar tarifas aplicadas ao Brasil. O posicionamento de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao período eleitoral, com foco em agenda econômica brasileira.

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