- Haddad afirmou que definirá até quinta-feira, 25, o desenho da chapa para vice e Senado.
- Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva se disponibilizaram para concorrer à vice-governadoria ou ao Senado.
- A reunião ocorreu na tarde de quarta-feira, 24, em Brasília, com Lula e Geraldo Alckmin.
- A leitura mais provável é que França seja o vice e Tebet e Marina disputem as duas vagas do Senado.
- O PT entrou em atrito com a ideia de França, temendo que ele leve votos do seu candidato, prejudicando Haddad.
O pré-candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou que definirá até quinta-feira, 25, o desenho de sua chapa para o pleito. Em Brasília, Haddad disse que ex-ministros Simone Tebet, Márcio França e Marina Silva se colocaram à disposição para atuar tanto como vice quanto como senadores. A reunião ocorreu na tarde desta quarta-feira com o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo Haddad, os três apoiaram a ideia de concorrer em posições plenas ou proporcionais, deixando a critério dele a escolha final. Em publicação publicada na rede social X, o petista relatou que formalizará o convite ainda nesta quinta-feira.
Desenho provável e contexto político
O movimento ganhou força com a leitura de que França poderia ser indicado para a vice-presidência, conforme relatos de integrantes do PT. Lula manifestou, porém, preferência por Márcio França como vice, mantendo a opção de o ex-ministro disputar o Senado. Essa combinação, contudo, depende de negociações internas em partidos aliados.
A recusa inicial do PT a ceder espaço para França decorre do temor de deslocar eleitores do próprio Haddad, o que poderia enfraquecer a chapa petista. A leitura é de que a candidatura de França poderia ampliar a disputa estadual, principalmente diante de mudanças recentes no cenário de opções para o governo de São Paulo.
França justificava sua possível aposta na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes com base na expectativa de dificultar a vitória de Tarcísio de Freitas e, assim, contribuir para uma segunda rodada. Ao mesmo tempo, o ex-ministro argumentava que sua postulação poderia atrair votos não compatíveis com o eleitorado do governador em exercício.
A última semana foi marcada por movimentações envolvendo Kim Kataguiri e Paulo Serra, que deixaram o governo paulista mais próximo de uma eleição no primeiro turno. Essas mudanças alteraram o cálculo estratégico de França, que buscava consolidar apoio para avançar na disputa.
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