- O IBGE iniciará o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua, com a etapa inicial em cinco capitais: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador, entre três e sete de julho de dois mil e vinte e oito, com os primeiros resultados esperados em dezembro daquele ano.
- O levantamento, inédito, vai mapear de forma padronizada o perfil demográfico e socioeconômico dessa população para subsidiar políticas públicas mais eficazes.
- O lançamento ocorreu em Brasília, no Palácio da Justiça, com participação de autoridades, incluindo o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello.
- O governo divulgou um pacote de ações em saúde, emprego, assistência e direitos humanos voltadas à população em situação de rua, com investimento superior a R$ 130 milhões; entre as ações, destacam-se formação de profissionais de segurança, melhoria da rede de serviços do Suas, fortalecimento de cozinhas solidárias e expansão de equipes de saúde.
- Também está em fase de regulamentação a reserva de percentual de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida para essa população e para mulheres vítimas de violência, em parceria com a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades.
O IBGE iniciou nesta terça-feira em Brasília as ações preparatórias para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. O levantamento será feito pelo IBGE e tem como objetivo mapear o perfil demográfico e socioeconômico dessa população de forma padronizada no país.
O lançamento ocorreu no Palácio da Justiça, com a participação de representantes do MJSP. A iniciativa busca subsidiar políticas públicas mais eficazes, incluindo ações de direitos humanos, acesso a serviços públicos e proteção social.
O modelo muda a forma de contagem adotada desde 1872, que sempre privilegou domicílios fixos. O censo está previsto para ocorrer entre 3 e 7 de julho de 2028, com os primeiros resultados divulgados em dezembro do mesmo ano.
Território e metodologia
A etapa inicial envolve cinco capitais regionais: Belo Horizonte, Goiânia, Florianópolis, Manaus e Salvador. A coleta padronizada permitirá comparar dados entre estados e regiões com maior precisão.
Márcio Pochmann, presidente do IBGE, ressalta que é um marco metodológico. A iniciativa pode revelar realidades pouco conhecidas sobre a população em situação de rua no Brasil.
Impactos e ações do governo
Durante o evento, o MJSP apresentou um conjunto de ações para proteção e ampliação de serviços. O total de investimentos passa de R$ 130 milhões e abrange saúde, emprego, assistência e direitos humanos.
Entre as medidas, estão R$ 900 mil para formação de 5.077 profissionais de segurança pública em direitos humanos. Também há R$ 50 milhões para fortalecer o Suas com 263 centros Pop integrados aos CAIS.
Outros apoios e regulamentação
Quase R$ 3 milhões serão destinados às Cozinhas Solidárias, com 88 bolsistas formadores. Além disso, R$ 120 milhões anuais serão direcionados a políticas de saúde, ampliando equipes multiprofissionais do Consultório na Rua, com foco em São Paulo.
O governo também trabalha em regulamentação com a Caixa e o Ministério das Cidades para reservar parte de unidades do Minha Casa, Minha Vida à população em situação de rua e a mulheres vítimas de violência, respeitando desigualdades locais.
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