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Jaques Wagner sai da liderança no Senado após PF apontar ligação com Master

Jaques Wagner deixa a liderança do governo no Senado após PF ligar ao Banco Master; governo tenta conter danos e preservar a imagem de Lula diante do escândalo

O senador Jaques Wagner deixa o Palácio da Alvorada após se reunir com o presidente Lula nesta quarta (24)
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  • O senador Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado na quarta-feira, após reunião com o presidente Lula que consumou a decisão.
  • Wagner era alvo de operação da Polícia Federal ligada ao Banco Master, associado a Daniel Vorcaro, e enfrentava pressão para se afastar.
  • A defesa apresentou recurso no STF para tentar anular a busca e apreensão em endereços do senador, argumentando erros na medida.
  • O governo teme que a ação contra Wagner reduza o impacto das revelações envolvendo o núcleo do Palácio do Planalto e o pré-candidato Flávio Bolsonaro.
  • Além de Wagner, foram alvo da nova fase da Operação Compliance Zero Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins; foram encontrados valores e bens ligados ao caso.

Jaques Wagner deixou nesta quarta-feira a liderança do governo no Senado, após pressão associada a uma operação da Polícia Federal que o envolve no caso Master. A decisão ocorreu em meio a reunião de cerca de duas horas com o presidente Lula, que avaliava a demissão do aliado, mas preferiu que o senador tomasse a iniciativa.

O episódio envolve suspeitas de recebimento de pagamentos ligados ao Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro. A defesa de Wagner apresentou recurso contra decisão do ministro do STF, que autorizou busca e apreensão em endereços do senador. O objetivo é anular provas obtidas nesses endereços.

Lula, candidato à reeleição, pretende evitar que a campanha seja atingida pelo escândalo. A saída de Wagner era já considerada entre aliados como uma medida para preservar a gestão do PT diante das revelações. O governo teme impactos políticos no núcleo da base baiana.

A operação em curso, denominada Compliance Zero, apura corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão Augusto Lima, Eduardo Sodré Martins (enteado de Wagner e secretário no governo de Jerônimo Rodrigues) e o próprio Wagner. A investigação aponta pagamentos envolvendo o núcleo familiar do senador.

Segundo as investigações, houve pagamento de 3,5 milhões de reais de uma empresa ligada a Lima ao núcleo familiar de Wagner. Além disso, há relatos de um apartamento em Salvador avaliado em 2,5 milhões, viagens em jatos vinculados ao Master e ingressos para um show em Los Angeles, em 2023.

AGENTES também encontraram valores no exterior: US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao senador. Os investigadores estimam que as informações reforçam a proximidade entre Wagner e o grupo do Banco Master.

Desdobramentos

Aliados afirmam que Wagner já tinha manifestado desejo de deixar a liderança em outras ocasiões, mas Lula não havia aceitado. A defesa continua argumentando que há falhas nas provas e pode recorrer no STF caso seja mantida a decisão de afastamento.

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