- A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) por danos morais devido a uma publicação em redes sociais que responsabilizava o PT pelo atentado contra Jair Bolsonaro em 2018, com indenização de R$ 20 mil ao PT.
- O deputado publicou um vídeo em que afirmava que “o PT mandou Adélio Bispo matar” o então candidato e pediu que o conteúdo fosse compartilhado.
- A defesa sustentou imunidade parlamentar e liberdade de expressão; o juiz entendeu que a postagem não estava relacionada ao mandato e configurou abuso de direito e disseminação de fake news.
- O caso é de primeira instância e cabe recurso; a PF encerrou, em 2024, o inquérito sobre o atentado e reiterou que Adélio Bispo agiu sozinho.
A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado Gustavo Gayer, do PL-GO, por danos morais devido a uma publicação nas redes sociais que responsabilizava o PT pelo atentado com faca contra Jair Bolsonaro, ocorrido em 2018. A condenação ocorreu na terça-feira, 23, em Brasília, e aponta violação à honra de terceiros.
A decisão de primeira instância é do juiz Wagner Pessoa Vieira. Gayer foi condenado a pagar R$ 20 mil de indenização ao PT. A defesa do deputado não foi localizada para comentar até o fechamento desta reportagem.
Contexto da publicação e desdobramentos
O congressista publicou um vídeo afirmando que “o PT mandou Adélio Bispo matar o até então candidato à Presidência Bolsonaro”. O PT afirmou que a informação é sabidamente falsa e já desmentida por investigações oficiais, e que a postagem contribuiu para disseminar fake news.
Segundo a Polícia Federal, o inquérito sobre o atentado foi encerrado em 2024 e registrou que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque, ocorrido em Juiz de Fora (MG) durante ato de campanha. A PF reiterou a conclusão de que o assassino agiu sem participação de terceiros.
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