- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que, se fosse o presidente Lula, substituiria Jaques Wagner do cargo de líder do governo no Senado para manter o foco na defesa.
- Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master, com buscas em Salvador, Brasília e São Paulo.
- Marinho disse ter telefonado para Wagner para oferecer solidariedade e ressaltou que, na visão dele, a saída da liderança pode ser justificável.
- O presidente Lula deve se reunir com Wagner nesta quarta-feira para definir o futuro da liderança; a avaliação inicial é de que ele não deve permanecer no cargo.
- A defesa de Wagner acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir a anulação da operação, alegando erros graves e dizendo que o senador não atuou em favorecimento do Master.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira que o senador Jaques Wagner (PT-BA) abandone o cargo de líder do governo no Senado. Em análise sobre a situação de Wagner, Marinho afirmou que, na posição do presidente Lula (PT), a substituição seria a melhor opção para manter o foco da defesa do parlamentar.
Marinho contou ter telefonado para Wagner após a operação realizada pela PF para prestar solidariedade. Ainda assim, avaliou que a retirada da liderança ajudaria a convergir as atenções para a defesa do parlamentar, embora o presidente tenha a palavra final após conversar com o líder.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero investiga supostos desvios no Banco Master. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador e a familiares em Salvador, Brasília e São Paulo.
O presidente Lula pretende se reunir com Wagner nesta quarta-feira para discutir o futuro da liderança no governo. A avaliação interna da CNN Brasil é de que a permanência de Wagner é improvável devido ao desgaste político causado pela operação.
Defesa de Jaques Wagner
A defesa do senador acionou o STF para pedir a anulação da operação. Os advogados argumentam que houve erros que comprometem a validade da medida, incluindo alegações de que o parlamentar não atuou para favorecer o Master no Congresso.
Segundo os advogados, a atuação de Wagner na tramitação de uma medida provisória que elevava o crédito consignado não configuraria favorecimento ao banco. A defesa sustenta que a emenda apresentada por ele limitava juros e protegia consumidores.
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