Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Marinho solicita ao STF solução para uso irregular do MEI

Marinho alerta uso irregular do MEI para substituir vínculos formais, potencializando fraudes e ferindo direitos trabalhistas, enquanto STF analisa limites da pejotização

Brasília – DF – 06/05/2026 – Ministro Luiz Marinho participa de audiência na Comissão da Câmara sobre Fim da Escala 6x1. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Luiz Marinho afirma que o STF precisa coibir o uso irregular do MEI como substituto de contratos formais de trabalho, pois isso seria fraude trabalhista.
  • Marinho defende que o MEI seja usado apenas por trabalhadores autônomos com atuação empreendedora genuína, não como forma de evitar obrigações trabalhistas; jornalistas, enfermeiros e cargos de gerência não teriam perfil empresarial.
  • O Ministério do Trabalho classifica como irregular a contratação via MEI quando há elementos de vínculo empregatício, como subordinação, pessoalidade, habitualidade e pagamento fixo.
  • O tema está em debate no STF na análise de ações sobre a chamada pejotização e os limites de reconhecimento de vínculo empregatício.
  • Dados da Rais Mensalizada indicam que grande parte dos trabalhadores formais tem jornadas acima de 41 horas; 37,11 milhões trabalham mais de 41h e 9,24 milhões ficam entre 31 e 40h; há fiscalização e possibilidade de multas para abusos de horas extras.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, pediu ao Supremo Tribunal Federal que intervenha para evitar o uso irregular do registro de microempreendedor individual (MEI) como substituto de contratos formais de trabalho. A fala ocorreu durante o lançamento da Rais Mensalizada, em Brasília, nesta quarta-feira (24).

Marinho afirmou que a contratação de profissionais como pessoa jurídica em situações com características de emprego pode configurar fraude trabalhista. O MEI, segundo ele, deve servir apenas a autônomos com empreendedorismo real, não como abrigo para evitar obrigações trabalhistas.

Ele citou que atividades sem perfil empresarial, como jornalistas, enfermeiros e cargos de gerência, não deveriam se enquadrar no MEI. O Ministério do Trabalho já considera irregular a contratação via MEI quando há subordinação, pessoalidade, habitualidade e pagamento fixo.

Debate no STF

O ministro ponderou que o uso indiscriminado de pessoas jurídicas para substituir empregados formais pode enfraquecer direitos da CLT. A análise das ações sobre a pejotização está em curso no STF, com foco nos limites de reconhecimento de vínculo empregatício.

Horas extras

Durante o evento, Marinho também tratou do pagamento de horas extras. A jornada regular é de até 44 horas semanais, com adicional para o que exceder esse limite, salvo acordos de compensação ou banco de horas. Fiscalização e multas são previstas para casos de descumprimento.

Jornada formal

Dados da Rais Mensalizada apontam que grande parte dos trabalhadores formais tem jornadas acima de 41 horas semanais. Hoje, o limite é 44 horas semanais, passível de mudança para 40 horas caso haja aprovação do fim da escala 6 por 1 pelo Congresso.

  • 37,11 milhões trabalham acima de 41 horas semanais
  • 9,24 milhões ficam entre 31 e 40 horas por semana

Marinho disse acreditar que a maioria das empresas cumpre as regras, mas a fiscalização deve continuar atuando em casos de descumprimento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais