- Michelle Bolsonaro publicou um vídeo em que relata desentendimentos com os enteados e ataques recebidos durante discussões sobre as alianças do PL no Ceará, dizendo ter ficado em silêncio por meses para evitar desgaste familiar.
- A ex-primeira-dama afirmou ter ido ao Ceará a pedido do marido e da direção do partido, destacando que era uma missão ligada ao povo cearense.
- Ela afirmou que divergências sobre as alianças geraram críticas de influenciadores e aliados do bolsonarismo, e citou o rompimento com Flávio Bolsonaro.
- Michelle disse que defendia a candidatura de Priscila Costa ao Senado e de Eduardo Girão ao governo, enquanto acusou reservas sobre a vaga cedida para alinhar com Ciro Gomes.
- Relatou que Flávio foi ríspido por telefone, desrespeitando-a e sugerindo que ela ficasse fora das decisões do partido, e afirmou que o distanciamento persiste.
Michelle Bolsonaro relata desentendimentos com Flávio Bolsonaro, afirmando ter sido desrespeitada e maltratada por aliados do bolsonarismo. A ex-primeira-dama divulgou um vídeo nas redes em que comenta conflitos envolvendo os enteados e as alianças do PL no Ceará.
Segundo ela, permaneceu em silêncio por meses para evitar desgastes familiares, mas decidiu falar diante de ataques e informações falsas. Afirmou que tentou preservar a família, principalmente por causa do marido, mas não pôde mais manter o silêncio.
Michelle relembrou a sua chegada à presidência do PL Mulher, dizendo ter aceitado a função a pedido de Jair Bolsonaro e da direção do partido. Contou que avisou ao marido que a posição não seria apenas simbólica e recebeu apoio.
Ela destacou que a atuação política no Ceará recebeu atenção especial de Jair Bolsonaro, que a enviou ao estado como missão por ter uma ligação afetiva com o povo cearense. As divergências sobre as alianças teriam agravado a situação.
A ex-primeira-dama afirmou ter sido alvo de críticas de influenciadores e de aliados do bolsonarismo, conforme relatos na gravação. Afirmou que estava cumprindo o que o pai da família política orientou.
Michelle relatou o rompimento com Flávio Bolsonaro, mencionando manifestações públicas do enteado em defesa de lideranças locais. Enquanto defendia Priscila Costa (PL) ao Senado e Eduardo Girão (Novo) ao governo, segundo ela, havia apoio de Jair Bolsonaro.
Ela questionou a escolha de abrir espaço para uma aliança com Ciro Gomes e indicou que a vaga destinada a Priscila Costa foi cedida para facilitar o acordo, ao invés de beneficiar um candidato ligado ao pai de outra figura.
A ex-primeira-dama apontou que o irmão de André Fernandes não teve a vaga cedida, e criticou o tratamento a apenas uma figura feminina na negociação. Também afirmou ter visto as publicações de Flávio contra ela nas redes, com tom agressivo, defendendo André Fernandes, segundo seu relato.
Segundo Michelle, os irmãos seguiram com mensagens parecidas, o que, para ela, sugeriu uma coordenação prévia. Ela disse ter tentado contato com Flávio por telefone após as publicações, sem sucesso.
O relato apontou que o contato telefônico ocorreu horas depois das postagens e terminou de forma ríspida, com desrespeito e questionamentos sobre a experiência política da ex-primeira-dama. Ela afirmou que, desde então, não houve retomada de contato.
A notícia coloca em evidência uma crise familiar e política envolvendo membros da família Bolsonaro, com acusações e desentendimentos sobre as alianças partidárias no Ceará. As informações foram veiculadas pela ex-primeira-dama em vídeo divulgado nas redes sociais. Fonte: Terra.
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