- Michelle Bolsonaro publicou dois vídeos no Instagram criticando o senador Flávio Bolsonaro e dizendo ter sido maltratada por ele durante a crise envolvendo o Ceará.
- Ela mantém posição contrária à aliança do PL com Ciro Gomes e defende que qualquer acordo com Ciro ocorra apenas no segundo turno.
- As críticas foram feitas durante o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo do Ceará, em meio a disputas entre aliados do PL.
- Como presidente do PL Mulher, Michelle afirma ter atuado para ampliar a participação de mulheres no partido e diz contar com o apoio do marido.
- Na disputa pelo Senado no Ceará, ela apoia Priscila Costa e questiona a estratégia de André Fernandes, sugerindo que o acordo com Ciro envolva a candidatura de sua indicada.
Michelle Bolsonaro amplia críticas a Flávio Bolsonaro e aponta setor do PL no Ceará como campo de conflito político. Em vídeos divulgados nesta quarta-feira (24/6), a ex-primeira-dama questiona apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes e relata desentendimentos com o enteado.
A ex-primeira-dama afirma ter recebido tratamento considerado humilhante pelo irmão Flávio Bolsonaro após discordar da estratégia de aliança. Ela disse ter falado com o marido sobre as críticas, sem obter resposta favorável, e manteve posição de recolhimento público desde então.
Michelle também comenta sobre a atuação como presidente do PL Mulher, destacando atividades em todo o país e a eleição de mais mulheres pelo partido em 2024. A dirigente alerta que não houve tentativa de aproximação por parte de Flávio após a crise no Ceará e afirma manter postura independente.
A disputa no Ceará
Nos vídeos, Michelle detalha a articulação entre o PL do Ceará e a aliança com Ciro Gomes. Ela defende que o primeiro turno apoie Girão para o governo estadual, argumentando que a relação com Ciro Gomes seria apenas no segundo turno, sob condições de coerência para derrotar o PT.
Sobre a eleição ao Senado no Ceará, ela apoia Priscila Costa, vereadora mais votada de Fortaleza em 2024, e sugere que a candidatura de Alcides Fernandes siga ao lado de Costa. O objetivo é ampliar a presença do PL no Senado, ao lado de candidatos da legenda.
Michelle critica ainda o que chama de desacordo interno no partido e aponta divergências com André Fernandes, presidente do PL no Ceará, que pressiona pela candidatura do pai dele, Alcides Fernandes. Ela questiona a lógica de ceder espaço apenas a um homem na disputa.
A ex-primeira-dama afirma ter o apoio de Jair Bolsonaro para a oposição à aliança com Ciro Gomes e reforça a defesa pela candidatura de Priscila Costa. Ela diz ter recebido mensagens de apoio do marido durante o período de crise e mantém posição de permanecer na oposição a mudanças rápidas na linha do partido.
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