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Moraes encaminha à PGR avaliação de arma apreendida em Bolsonaro por falta grave

PGR tem 48 horas para avaliar se arma apreendida em blitz pode agravar a prisão domiciliar de Bolsonaro por infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento

Ex-presidente Jair Bolsonaro em 29/9/2025 — Foto: Reuters/Diego Herculano
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  • Moraes pediu à PGR que analise se a arma apreendida de Jair Bolsonaro pode configurar falta grave na prisão domiciliar, com prazo de quarenta e oito horas para o parecer.
  • A pistola Glock 9mm, registrada em Bolsonaro, estava no carro de um militar do Gabinete de Segurança Institucional durante blitz no Distrito Federal e não tinha certificado de registro.
  • Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro afirmou que a arma era dele e que estava na residência durante o cumprimento da prisão; disse que pediu que um militar verificasse o funcionamento da pistola.
  • Investigadores indicam que o caso pode enquadrar-se como infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento, com pena prevista de prisão, além de multa.
  • O depoimento, de cerca de cinco minutos, foi dado no condomínio onde Bolsonaro cumpre a prisão domiciliar; o conteúdo é protegido por sigilo legal.

O ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhou à PGR a análise sobre a possível influência da apreensão de uma arma de Jair Bolsonaro na sua prisão domiciliar. A solicitação depende de parecer do procurador-geral Paulo Gonet, com prazo de 48 horas.

A pistola Glock 9mm estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional, durante blitz no Distrito Federal na segunda-feira (15). A defesa sustenta que a arma era de Bolsonaro e estava em casa durante o cumprimento da medida.

De acordo com Moraes, a hipótese é de que a posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física possa caracterizar falta grave conforme a Lei de Execuções Penais.

Depoimento e versão apresentada

Bolsonaro prestou depoimento de cerca de 5 minutos à Polícia Civil, no condomínio onde cumpre a prisão. O delegado afirmou que o ex-presidente respondeu a todas as perguntas, mantendo o conteúdo já apresentado ao STF.

O advogado Paulo Cunha Bueno acompanhou o depoimento, ao final do qual Bolsonaro reiterou que solicitou ajuda a um militar para verificar o funcionamento da pistola e não para removê-la do local.

Apreensão e desdobramentos

A pistola, registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida por falta do certificado de registro no momento da abordagem. A Polícia Civil do DF investiga o caso com acompanhamento do STF.

Especialistas apontam que, conforme elementos do inquérito, as condutas do ex-presidente e do militar podem configurar infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento, com pena de 3 a 6 anos de prisão e multa.

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