- Rogério Marinho apresentou no TCU uma representação para apurar gastos do governo Lula com publicidade em 2026, alegando uso acima do teto permitido.
- O documento aponta R$ 785 milhões em publicidade, quase 30% acima do teto de R$ 618,1 milhões para o semestre eleitoral.
- Também é pedido que o TCU investigue peças sobre o fim da escala de trabalho 6×1, com a campanha “Tempo com a Família” estimada em cerca de R$ 80 milhões.
- Marinho sustenta que recursos públicos foram usados para influenciar a pauta sobre a 6×1, citando precedente de 2019 do TCU que suspendeu uma peça de Jair Bolsonaro.
- A representação pede auditoria emergencial, envio de detalhes das despesas de 2026, suspensão das campanhas e criação de um portal único de transparência da publicidade governamental.
O coordenador-geral da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o senador Rogério Marinho, protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União para apurar gastos do governo Lula com publicidade em 2026. A peça sustenta que o governo consumiu cerca de 785 milhões de reais em anúncios, valor acima do teto permitido para o semestre eleitoral, de 618,1 milhões.
Marinho aponta ainda irregularidades em peças veiculadas para defender o fim da escala de trabalho 6×1. Segundo ele, a campanha Tempo com a Família teria custado cerca de 80 milhões de reais, ainda sem apreciação no Congresso. O senador sustenta que os recursos públicos foram usados para influenciar pauta legislativa, violando a legislação eleitoral.
A representação solicita auditoria emergencial nos gastos da Secretaria de Comunicação Social. Também pede o envio de informações detalhadas sobre 2026, a suspensão das campanhas e a responsabilização de agentes públicos. O documento propõe ainda a criação de um portal único de transparência da publicidade governamental para ampliar fiscalização.
Decisão da Justiça
A Justiça Federal determinou, em 16 de junho, que o governo suspenda anúncios patrocinados nas redes sociais em defesa do fim da escala 6×1. A decisão foi proferida na linha de ações movidas pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A magistrada destacou indícios de uso de recursos públicos para promover a pauta.
A juíza Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins afirmou que o período pesquisado é relevante para sustentar a suspensão. Entre 15 e 18 de abril de 2026, teriam sido investidos cerca de 881 mil reais em peças sobre o tema, momento de tramitação na Câmara. A decisão reforçou que a publicidade voltada a projetos de lei não caracteriza comunicação institucional.
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