- O ICB contratou a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda. (Urban Connect) para instalar até dois mil pontos de wi-fi em favelas de São Paulo, com contrato de até R$ 12 milhões; extrato aponta pagamento de R$ 2 milhões em sete de julho de 2025.
- Alex Leandro Bispo dos Santos, 40, conhecido como Baianão, é apontado como membro do PCC em prontuários, e sua empresa foi contratada pelo ICB para o projeto.
- A defesa de Santos nega vínculos com o PCC e a prefeitura afirma que a relação jurídica é apenas com o ICB; Karina Gama, empresária ligada ao ICB, também sustenta não haver conhecimento de vínculos com facções.
- Segundo investigações, parte dos recursos da prefeitura pode ter sido desviada para a produção do filme Dark Horse; a defesa de Karina Gama diz que houve gastos de R$ 75 milhões e que isso não impede o andamento da obra, conforme documentos.
- A Prefeitura de São Paulo afirma que não há parceria direta com a Favela Conectada no programa WiFi Livre desde dezembro de 2025 e que a relação é exclusivamente com o ICB; o ICB e a SMIT dizem que os pontos implantados seguem em operação e que não há irregularidades comprovadas.
O Instituto Conhecer Brasil (ICB) contratou a Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda., de Alex Leandro Bispo dos Santos, 40, para instalar pontos de wi-fi em favelas de São Paulo. O contrato pode chegar a até 12 milhões de reais e prevê a implantação de 2.000 pontos na capital.
A defesa de Santos afirma que ele não integra o PCC e negou qualquer ligação com a facção. O ICB, por meio de nota, disse não ter conhecimento de vínculos entre a empresa contratada e organizações criminosas, ressaltando que a escolha ocorreu por critérios técnicos e de capacidade operacional.
Karina Gama, empresária por trás da Go Up Entertainment, cuya produção de Dark Horse ganhou notoriedade, figura na investigação por ter relação contratual com o ICB ligado à gestão do prefeito. Questionamentos surgiram após contrato de 108 milhões entre o ICB e a prefeitura de São Paulo.
A Favela Conectada, também conhecida como Urban Connect Serviços e Tecnologia, foi subcontratada pelo ICB para implantação de 2.000 pontos de wi-fi em zonas oeste e sul da cidade. Extrato obtido pela Folha indica pagamento de 2 milhões de reais em 7 de julho de 2025.
Santos possui histórico criminal que inclui condenações por roubo e longos períodos em unidades prisionais ligadas ao PCC. A defesa sustenta que o réu não cometeu feminicídio, e que colaborou com investigações para esclarecer o ocorrido. Ele nega ser membro do PCC.
Segundo o ICB, a Urban Connect ficou responsável por 908 pontos de wi-fi após readequação do projeto pela SMIT. A prefeitura afirmou que não há vínculo direto com a empresa e que qualquer associação com o crime organizado é improcedente. O município informou que a relação é exclusivamente com o ICB.
A investigação envolve ainda supostos desvios de recursos do contrato com a Prefeitura. A defesa de Santos apresentou documentos para contestar as acusações de irregularidades, enquanto a prefeitura reiterou que mantém mecanismos de fiscalização e que o programa continua em funcionamento.
Entre na conversa da comunidade