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Senadores alarmados com site do governo Trump que promove instalações anti-aborto

Senadores pedem remoção de Moms.gov, afirmando que o site direciona para centros de crise de gravidez anti‑aborto, levantando riscos à saúde e à privacidade das gestantes

Robert F Kennedy Jr and Donald Trump at the White House in Washington DC on 22 September 2025.
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  • Um grupo de 11 senadores enviou carta a Donald Trump e Robert F. Kennedy pedindo a remoção do site federal Moms.gov e que o governo pare de usar recursos federais para indicar centros de gravidez crise antiaborto.
  • O Moms.gov foi lançado no Dia das Mães e apresenta-se como recurso para mães novas e grávidas, oferecendo orientações sobre saúde, centros de gravidez e aconselhamento nutricional.
  • Os senadores afirmaram que o site direciona grávidas a CPCs não regulamentados e não médicos, levantando preocupações sobre saúde, segurança e privacidade.
  • A Organização Americana de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) classifica CPCs como locais que se dizem clínicas de saúde reprodutiva, mas que desencorajam acesso a cuidados, incluindo aborto e anticoncepção; eles não são obrigados a manter confidencialidade ou seguir HIPAA.
  • Um relatório do Governo (GAO) de 2025 estimou entre 2.400 e 2.800 CPCs ativos nos EUA, com a maior parte do financiamento vindo de fontes privadas; poucos recebem financiamento federal.

Os senadores enviaram nesta semana uma carta ao presidente Donald Trump e a Robert F. Kennedy, pedindo a retirada do site federal Moms.gov e que recursos federais deixem de indicar centros de crise de gravidez antiaborto. O grupo pediu transparência sobre a finalidade do portal.

Lançado no Dia das Mães, o Moms.gov é apresentado pelo governo como um recurso para gestantes e novas mães, com informações sobre centros de gravidez, serviços de saúde qualificados e orientações nutricionais. A administração afirma que o site oferece apoio a pais que enfrentam gravidezes difíceis ou inesperadas.

Controvérsia e contextos

Os 11 parlamentares destacam que o portal direciona mulheres grávidas a CPCs (centros de gravidez em crise), não regulamentados e frequentemente não médicos, o que, segundo eles, compromete saúde, segurança e privacidade de quem acessa o site. ACOG aponta que CPCs costumam dissuadir o acesso a certos serviços reprodutivos.

Segundo o GAO, entre 2.400 e 2.800 CPCs atuavam nos EUA em 2025, com a maioria recebendo financiamento privado; poucos recebem recursos federais. O grupo de senadores afirma que, desde Dobbs, dezenas de estados restringiram o aborto, tornando ainda mais relevante o tema da saúde das gestantes.

Os legisladores questionam a criação, financiamento e funcionamento do Moms.gov, pedindo explicações sobre a finalidade do portal e como foram selecionadas as ligações com CPCs. O objetivo, segundo eles, é proteger a saúde e a privacidade de milhões de mulheres.

O White House e o HHS não comentaram a reportagem até o momento. A carta dos senadores acompanha outra correspondência, enviada por dezenas de democratas da Câmara, também manifestando preocupações sobre o Moms.gov e cobrando respostas sobre metas do governo na plataforma.

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