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STF reconhece vitória parcial de general ligado a planos contra Lula, Moraes

STF concede parcelamento de multa ao general da reserva condenado por trama golpista, em 36 vezes de dois salários mínimos, com parcelas de cerca de 5,4 mil reais

O general Mario Fernandes (Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação)
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  • Moraes aceitou parcialmente o pedido do general da reserva Mario Fernandes para parcelar a multa de 194,520 mil reais, em 36 parcelas.
  • O valor mensal ficou estabelecido em 5,4 mil reais, menor do que o proposto originalmente (60 parcelas).
  • O ministro informou que, apesar de Fernandes apresentar documentações de renda, sua capacidade econômica não é insuficiente para quitar a sanção.
  • O apenado ganha 23 mil reais líquidos por mês, mas alegou ter apenas 4,1 mil reais de sobra após despesas.
  • Fernandes foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão por planejar assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, declarando ter elaborado o documento como “pensamento digitalizado”.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deferiu parcialmente o pedido do general da reserva Mario Fernandes para parcelar a multa determinada na condenação relacionada ao plano de agressão contra autoridades.

Moraes autorizou o parcelamento, porém fixou o número de parcelas em 36, reduzindo as 60 solicitadas pelo general. A decisão levou em conta a renda mensal de Fernandes e suas despesas.

O militar recebe aproximadamente 23 mil reais líquidos por mês, segundo o tribunal. Ele alegou ter apenas 4,1 mil reais livres após as despesas com a família.

Segundo o STF, a pena de multa mantém seu caráter punitivo e dissuasório, não podendo ficar sem efeito. O valor total da multa foi de 194,52 mil reais.

O ministro avaliou que o patamar de remuneração do condenado é superior à média nacional e que o fluxo de pagamentos pode ser ajustado sem prejuízo à função educativa da sanção. A decisão, no entanto, restringiu o parcelamento ao montante em 36 meses.

Fernandes foi condenado a 26 anos e meio de prisão por ter elaborado um plano de assassinato contra Lula, Geraldo Alckmin e Moraes. Ele reconheceu a existência do documento, afirmando tratá-lo como um “pensamento digitalizado”.

A defesa do general alegou dificuldade financeira para cumprir a multa no valor originalmente fixado. O STF manteve a necessidade de cumprir a pena de forma proporcional, preservando sua finalidade punitiva.

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