•STJ determina que Rogério de Andrade permaneça preso em presídio federal, atendendo ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
•Decisão cita periculosidade, liderança em organização criminosa e influência no sistema prisional como justificativas para a manutenção da prisão.
•O ministro Rogério Schietti Cruz suspendeu acórdão do Tribunal de Justiça do Rio que autorizava o retorno dele ao regime prisional estadual.
•Rogério Andrade responde a denúncia por homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnácio, ocorrido em novembro de 2020 no estacionamento do heliporto Helimar, no Recreio dos Bandeirantes.
•Em outro desdobramento, Rodrigo da Silva das Neves foi condenado a nove meses e 18 dias; os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro aguardam novo julgamento; Ygor Rodrigues Santos da Cruz morreu em 2022.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que Rogério de Andrade, conhecido como bicheiro, permaneça preso no sistema penitenciário federal. A medida atende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A defesa ainda não teve alterações anunciadas.
A prisão federal foi mantida com base em elementos que indicam periculosidade do investigado. Segundo o STJ, Rogério Andrade exerce liderança em organização criminosa, com influência no sistema prisional e em órgãos de segurança pública, o que aumenta o risco à ordem pública.
A denúncia envolve homicídio qualificado de Fernando de Miranda Iggnácio, também contraventor, ocorrido em novembro de 2020. O crime aconteceu no estacionamento do heliporto Helimar, no Recreio dos Bandeirantes, no sul da cidade, quando a vítima retornava de helicóptero de Angra dos Reis.
Na decisão, o ministro Rogerio Schietti Cruz suspendeu acórdão do TJ do Rio que autorizava o retorno do réu ao sistema prisional estadual, mantendo-o sob custódia federal. A justificativa aponta a continuidade do quadro de periculosidade.
Outros réus ligados ao caso também aparecem no processo. Rodrigo da Silva das Neves foi condenado a nove meses e 18 dias de reclusão pela execução de Fernando Iggnácio, em julgamento pelo Tribunal do Júri, em abril deste ano. Os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro seriam julgados ao lado dele, porém dispensaram as defesas e a nova data será marcada.
Ygor Rodrigues Santos da Cruz, suspeito de participação na execução, foi encontrado morto em 2022, segundo apurações vinculadas ao caso. As informações são oriundas de decisões judiciais e fontes do MPRJ.
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